Bolha de Viagens

Bolha de Viagens

Já passou quase um ano e meio desde o início do surto do novo coronavírus. Os esforços de controlo e prevenção da pandemia em Macau sob liderança do Governo têm recebido o apoio da população, levando a sucessos semelhantes também em outras regiões. O Governo promoveu também a vacinação de forma faseada, para o objetivo final de prevenção epidémica coletiva.

A pandemia tem sofrido ondas no resto do mundo, com altos e baixos. Países da Europa Ocidental por exemplo, terminam o estado de emergência e levantam as restrições sociais quando os números descem, criando facilmente uma nova onda. É um ciclo vicioso, a Europa já viveu quatro ou cinco ondas desde o início da pandemia, e estas parecem longe de chegar ao fim. Claro que não existe nada de errado no uso cauteloso de estados de emergência, porém a saúde pública deve ser prioridade. 

O surto na Índia foi o mais recente a chocar o mundo, com mais de 300 mil pessoas infetadas em apenas um dia, além dos grandes números de mortos. Esta situação está agora também a deixar impacto em regiões vizinhas como o Paquistão e o Nepal, origem de muitos residentes de Macau, além dos laços fortes com a cidade. É como se uma nuvem negra se aproximasse da cidade.

Algumas regiões quiseram discutir recentemente com Macau a criação de bolhas de viagem e, apesar de otimistas em relação ao êxito dessas iniciativas, devemos considerar os riscos envolvidos, não esquecendo que os sucessos no controlo e prevenção da epidemia até agora não foram fáceis de conquistar. Para tomar tais decisões devemos ter em consideração a opinião de profissionais, tendo em conta o nível de infeções, taxas de vacinação e ondas epidémicas a nível internacional. Macau tem uma população pequena e qualquer surto na região será uma grande tragédia.

Quanto mais depressa, mais devagar. Acreditamos que o Governo tem capacidade e determinação para encontrar um equilíbrio entre a facilitação de viagens, proteção da população e controlo epidémico, ajudando a que os residentes locais possam estudar e fazer negócios lá fora.

*Diretor Executivo do Plataforma

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