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Promover o desenvolvimento equilibrado da economia comunitária

Che Sai Wang, Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (atfpm)

Durante a Semana Dourada do Ano Novo Chinês, Macau recebeu cerca de 1.36 milhões de visitantes. A média diária foi de quase 170.000, sendo que no terceiro dia ultrapassou mesmo os 210.000. Comparando com o ano passado, a média diária de visitantes aumentou mais de 1.6 vezes e a taxa de ocupação hoteleira esteve perto dos 95%.

Entre os vários postos fronteiriços disponíveis, a grande maioria dos turistas entrou em Macau através das Portas do Cerco – cerca de 40% do total. No entanto, houve mais postos fronteiriços a serem utilizados este ano: a Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau (HZMB) foi a segunda fronteira mais utilizada, seguida do posto fronteiriço de Hengqin. Todos os dados acima referidos demonstram que a economia do turismo local está a recuperar vigorosamente, e acredita-se que a dinâmica turística seja cada vez mais forte nas próximas semanas douradas.

Durante o Ano Novo Chinês, serviços públicos como a Direcção dos Serviços de Turismo, o Instituto Cultural, o Instituto do Desporto e o Instituto para os Assuntos Municipais, bem como a indústria do turismo, organizaram várias atividades interessantes em conjunto. As empresas situadas nas imediações dos locais onde ocorreram eventos com grande afluência de visitantes beneficiaram deste dinamismo, assim como os focos turísticos tradicionais. Para garantir um ambiente tranquilo e seguro para peões e veículos, foi implementado um controlo de multidões em zonas com grande movimento, como as Ruínas de S. Paulo e a Rua do Cunha.

Embora esta medida permita maior controlo das multidões, evitando acidentes, o fluxo pedonal num sentido único reduz a taxa de recompra e a duração dos turistas nas suas lojas preferidas. Mais, aumenta a pressão do tráfego à entrada e à saída destas zonas. Se por um lado comprova a popularidade das famosas atrações de Macau, também reflete o desequilíbrio no desenvolvimento da economia do turismo comunitário.

Tendo em conta o desequilíbrio na recuperação da economia comunitária, há muito que apelo ao Governo para que atraia turistas para as zonas residenciais, de modo a que outras comunidades e empresas possam também partilhar os dividendos do desenvolvimento turístico. A este respeito, as autoridades devem considerar a otimização das instalações e do ambiente dos bairros antigos, de modo a que o público possa desfrutar de um melhor ambiente comunitário, mas também de uma melhor paisagem urbana.

Em segundo lugar, as autoridades devem basear-se na perspetiva da economia de mercado para investigar, conceber e introduzir novos elementos. Também devem considerar quais os novos avanços económicos procurados pelos turistas e, a partir daí, criar uma “zona comercial” que irradie para as comunidades circundantes. Depois, combinando as características das comunidades, podemos acrescentar diferentes pontos de crescimento económico criativo em cada uma, de modo a que tenham as suas próprias características e práticas comerciais a longo prazo, alcançando assim o objetivo de desenvolvimento equilibrado da economia comunitária, através dos dividendos provenientes do turismo.

À medida que a economia do turismo recupera e se desenvolve de forma cada vez mais vigorosa, é imperativo promover o desenvolvimento equilibrado e sinérgico da sociedade – propício para impulsionar o funcionamento das pequenas, médias e microempresas. Ao mesmo tempo, é preciso dispersar dos grandes focos turísticos o fluxo excessivo de pessoas, para que possam explorar a mistura das culturas chinesa e ocidental em Macau.

Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (atfpm)

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