Uma presidenta chamada MARISA - Plataforma Media

Uma presidenta chamada MARISA

Este mês Portugal vai a votos, vamos eleger um novo presidente da República ou talvez uma presidenta! Em plena pandemia Covid, com condicionantes sanitárias, sociais e económicas, que se alteram de dia para dia, numa constante incerteza, as eleições presidenciais de 24 de janeiro de 2021 serão um teste à democracia portuguesa.

São sete os candidatos à Presidência da República, ainda que no boletim de voto apareçam oito nomes. O primeiro nome será o de Eduardo Batista, o tenente-coronel que não entregou o número necessário de assinaturas e, por isso, não é candidato. No entanto o seu nome consta dos boletins, que tinham sido impressos antes do Tribunal Constitucional verificar as candidaturas, de modo a chegar a tempo aos residentes no estrangeiro. É a primeira vez que este estranho fenómeno burocrático ocorre e todos os votos neste primeiro quadradinho serão considerados nulos.

O segundo nome será o de Marisa Matias, que se apresentou a 9 de setembro afirmando no Largo do Carmo, em Lisboa:  «Sou socialista, laica e republicana e vou à luta pelas minhas ideias, ao lado de quem não desiste de Portugal … quero um regime que responda à pandemia social e que acabe com os privilégios. Eu venho a esta campanha pelo entusiasmo e confiança na força que podemos dar a Portugal». A socióloga e Eurodeputada, de 44 anos, é apoiada pelo Bloco de Esquerda e candidata-se pela segunda vez. #marisa2021 é o hastag de acesso nas redes.

M de Mulher. Marisa é a candidata feminista, que ao longo do seu percurso de vida tem repetida e reiteradamente apoiado a cauda pela igualdade de género, na defesa dos direitos das mulheres e contra múltiplas formas de discriminação. Uma feminista na luta por leis que garantam igualdade, mas também nas ruas, junto a quem defende mudanças culturais profundas que erradiquem com a violência de género.

A de Ambientalista. Marisa é a candidata que no Parlamento Europeu apresentou à Provedora de Justiça Europeia uma queixa a propósito da contratação da BlackRock para a realização de um estudo para a Comissão Europeia sobre a integração de objetivos ambientais, sociais e de governação (ESG) nas regras bancárias da EU. Denunciando a entrada da raposa no galinheiro, uma vez que essa empresa gere ativos e de fundos de investimentos do mundo, com participações na indústria de combustíveis fósseis. A Provedora de Justiça concluiu que houve falta de rigor por parte da Comissão.

R de Reivindicativa. Marisa é a candidata que luta em várias frentes pela intransigente defesa dos Direitos Humanos, sejam eles os direitos de quem trabalha, o direito à saúde ou os diretos de tantas pessoas que procuram na europa um lugar seguro para viver e trabalhar longe da fome e da guerra. É a candidata para quem o racismo é um problemas sistémico cujo fim deve ser reivindicado continuadamente e levado à prática em cada decisão política.

I de Insubmissa. Marisa é a candidata que esteve ao lado dos diretos das pessoas LGBT+, nas Marchas do Orgulho e nas reuniões europeias. Defende uma Europa, e um país, onde lésbicas, gays, bi, trans e todas as pessoas que se identificam com a bandeira do arco-íris possam expressar livremente os seus amores e identidades.

S de Simples. Marisa será a presidente que é gente simples, gente que está nas primeiras linhas de defesa contra a pandemia, mas também tantas vezes na linha das precariedades. Gente que se rodeia de ideias novas e percebe que o futuro reside nos jovens e na sua capacidade e vontade de mudança. Gente que ri e abraça, sem deixar de ser séria, independente e corajosa no seu trabalho. Gente comprometida com a construção de um futuro sustentável que sirva o bem comum e não os interesses instalados.

A de a presidenta para um Amanhã melhor.

*Deputada do Bloco de Esquerda (BE) – Portugal

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