Nos últimos anos, a China tem promovido ativamente cidades amigas das crianças, integrando a perspetiva infantil no planeamento urbano e nas políticas sociais. Esta visão orienta Macau na melhoria do ambiente infantil. Acelerar esta missão não só garante os direitos das crianças, como alivia o peso familiar e impulsiona um desenvolvimento demográfico de qualidade. Congratulo o Governo e o Conselho para os Assuntos das Mulheres e Crianças por prepararem um grupo de trabalho interdepartamental e deixo três sugestões:
Aperfeiçoar o quadro político global
Uma cidade amiga das crianças, exige uma orientação política sistemática. Sugiro que o Governo estude a elaboração de um “Programa de Desenvolvimento Infantil” ou um “Plano de Implementação da Cidade Amiga das Crianças” adaptado a Macau. Deve definir metas a longo prazo e a divisão de tarefas, articulando-as com o planeamento geral da RAEM. Este planeamento científico garantirá um rumo claro, tornando os trabalhos mais prospetivos e sistemáticos.
Adaptar as comunidades às crianças
Com base no sucesso das atuais zonas de lazer e do centro de exploração, sugiro focar a Zona Sul, a Praia do Manduco e San Kio como projetos-piloto para adaptar os espaços públicos. Deve-se aproveitar espaços desocupados para criar centros de atividades (interiores e exteriores), equilibrando os recursos lúdicos e educativos nas várias zonas. Adotando a perspetiva infantil, é vital otimizar o trânsito e as vias pedonais, criando uma rede segura para que as crianças explorem a comunidade livremente.
Introduzir a avaliação de impacto nas crianças
A concretização deste conceito exige colaboração. Sugiro que o grupo interdepartamental integre o princípio “crianças em primeiro lugar” no planeamento de obras e serviços sociais. No futuro, ao formular políticas ou planear infraestruturas, deve-se ponderar uma “avaliação de impacto nas crianças” e criar um sistema de monitorização regular, garantindo que as decisões urbanas reflitam um verdadeiro cuidado com a próxima geração.