Dados do Governo indicam que há 124.652 motociclos na cidade, mas apenas 81.411 lugares de estacionamento no total (incluindo edifícios, autosilos, parquímetros e locais gratuitos na via pública). Apesar do cenário de “muitos veículos para poucos lugares”, a taxa de ocupação de motociclos nos autosilos públicos é baixíssima.
Dos 76 autosilos públicos atuais, 64 oferecem lugares para motociclos: 42 registam uma taxa média de ocupação inferior a 50% e 12 ficam mesmo abaixo de 10%. Por isso, a sociedade espera que as autoridades estudem incentivos para os autosilos com baixa ocupação, como descontos ou tarifas com um “teto máximo”, encorajando a sua utilização e evitando o desperdício de recursos públicos.
Por outro lado, a ocupação da habitação económica na Zona A começou em setembro passado, mas os três auto-silos da zona (Tou Seng, Tou Kai e Tou Chong) mantêm uma utilização reduzida. Em conjunto, oferecem 1.109 lugares para veículos ligeiros e 1.159 para motociclos. Contudo, a ocupação média é de apenas 15% e 21.7%, respetivamente.
Moradores queixam-se de que, devido à falta de transportes públicos na zona, optam por conduzir. Além disso, com as várias obras em curso, não há condições a curto prazo para criar lugares na via pública, pelo que se esperam medidas de incentivo para promover o uso de autosilos.
Os autosilos públicos são vitais para o trânsito. A razoabilidade das tarifas e a alocação de recursos afetam diretamente a conveniência das deslocações e a eficácia dos recursos públicos. A tarifa máxima experimental ajuda a orientar os condutores e alivia os encargos financeiros dos residentes.
Assim, o Governo deve otimizar as políticas, aproveitar bem os recursos, responder às exigências da população e alargar rapidamente o modelo de tarifário flexível a outros auto-silos adequados, elevando a sua eficácia global.