Para cumprir as metas nacionais de duplo carbono, o Governo prepara o Plano de Proteção Ambiental de Macau 2026 a 2030. Até fevereiro, Macau superou 10,720 veículos elétricos. A capacidade da rede de carregamento acompanhar este crescimento ditará a qualidade da mobilidade e o sucesso da cidade de baixo carbono.
Aplaudo a primeira estação de super-carregamento na Rua da Patinagem, no Cotai. Além de rapidez, exige-se segurança e conforto. Pelas normas de alta potência, os condutores não devem ficar no carro. O Governo deve criar zonas de espera com sombra, casas de banho e máquinas de venda. Apelo à publicação de tarifas transparentes e à reserva de espaço para estas redes no planeamento das Zonas A e C e na renovação de bairros antigos.
Ao otimizar a rede pública, urge enfrentar o obstáculo do carregamento privado. Os recursos públicos não bastam para popularizar os veículos elétricos. Carregar em casa é o modelo ideal. Hoje, instalar um posto na própria garagem esbarra em enormes barreiras legais e administrativas.
A lei dos condomínios exige a aprovação da assembleia de condóminos para instalar cabos. Na prática, receios sobre incêndios e carga elétrica, ou a dificuldade em reunir quórum, inviabilizam as obras. O Governo deve intervir e rever a lei. A exemplo de regiões vizinhas, e desde que garantida a segurança e capacidade elétrica do prédio, deve-se flexibilizar ou isentar a exigência de aprovação para instalações individuais.
Em suma, a rede de carregamento exige uma via dupla, pública e privada. Espero que o Governo acelere a expansão da rede rápida e a revisão legal, ultrapassando a barreira do carregamento privado e tornando Macau numa cidade ecológica e habitável.