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Depois da crise na correção digital, o que muda nos exames nacionais do próximo ano?

Governo promete rever o modelo após falhas técnicas que marcaram a época de exames de 2026

A crise provocada pelos problemas na correção digital dos exames nacionais abriu um debate sobre o futuro do modelo de avaliação no ensino secundário e deverá conduzir a alterações já no próximo ano letivo.

Depois de sucessivos constrangimentos técnicos que atrasaram a divulgação das classificações e obrigaram o Ministério da Educação a adiar o calendário inicialmente previsto, o Governo garantiu que irá avaliar todo o processo para evitar que situações semelhantes se repitam em 2027.

Entre os aspetos que deverão ser revistos estão a robustez da plataforma informática utilizada na correção digital, os procedimentos de validação das classificações e os mecanismos de resposta a eventuais falhas técnicas. A intenção passa por reforçar a fiabilidade do sistema e assegurar que os prazos previstos são cumpridos sem comprometer o acesso dos alunos ao ensino superior.

A digitalização da correção dos exames nacionais foi implementada este ano pela primeira vez em larga escala, abrangendo mais de 300 mil provas do ensino secundário. Apesar de o modelo pretender tornar o processo mais eficiente e uniforme, os problemas registados durante a correção geraram críticas de professores, diretores, encarregados de educação e estudantes.

Leia mais: Como funciona a reapreciação dos exames nacionais e quando faz sentido recorrer

O Ministério da Educação tem defendido que a correção digital representa um passo importante na modernização do sistema de avaliação, mas admite que a experiência deste ano revelou fragilidades que terão de ser corrigidas antes da próxima edição dos exames nacionais.

Entre as soluções que poderão estar em cima da mesa estão o reforço dos testes à plataforma antes do arranque das correções, a melhoria do apoio técnico aos classificadores, a criação de planos de contingência para responder rapidamente a falhas informáticas e uma maior coordenação entre os serviços envolvidos no processo.

Embora o Governo tenha afastado alterações ao calendário de acesso ao ensino superior deste ano, a expectativa é que os próximos meses sejam marcados por uma avaliação detalhada do modelo, com o objetivo de introduzir melhorias que garantam maior estabilidade, transparência e confiança no sistema de exames nacionais.

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