Casos recentes em Macau de jovens envolvidos em “comércio paralelo” e agressões graves geraram ampla preocupação social. Macau deve adotar estratégias de “prevenção prioritária e antecipada”, otimizando três elos de “prevenção, intervenção e emergência” para consolidar a rede de proteção. Sugiro três medidas:
Reforçar o papel principal do Governo – Otimizar a “Rede Interdepartamental de Proteção do Crescimento Juvenil” e os seus grupos de trabalho, melhorando a resposta e o acompanhamento de casos de risco. Sugere-se introduzir um “gestor de caso” para integrar recursos escolares, comunitários e familiares em planos individualizados. Face à alta rotatividade de psicólogos e assistentes sociais da linha da frente, o Governo deve melhorar os salários e as perspetivas de carreira, estabilizando a força central da rede.
Aprofundar a eficácia do apoio escolar – A escola serve para a “descoberta, cuidado e orientação precoces”. Sugere-se um sistema duplo de “assistentes sociais residentes” e “conselheiros especiais” para avaliar e intervir em casos de médio e alto risco, criando alertas em épocas de exames e antes/depois de férias longas. Dadas as lacunas no conhecimento jurídico dos jovens sobre ciberbullying e comércio paralelo, os serviços devem cooperar na criação de materiais jurídicos com casos reais. Formatos interativos como “tribunais simulados” ou “simulações de risco” cultivarão a consciência legal.
Capacitar a responsabilidade da educação familiar – A família é o núcleo do crescimento; ajudar os pais a ser a primeira linha de defesa é vital. O Governo deve atualizar a linha de apoio “Coração Alegre” para uma “plataforma parental online 24 horas”, oferecendo aconselhamento psicológico e estratégias disciplinares imediatas. Deve também expandir os cursos da “Escola de Pais” sobre identificação de riscos e resposta a crises, guiando uma comunicação eficaz entre pais e filhos.