Cada acidente afeta inúmeras famílias. O Governo deve agir rápido em várias frentes: design rodoviário, tecnologia na fiscalização, revisão legal e otimização de infraestruturas, protegendo a vida de peões e condutores.
O “Mapa de Informações dos Pontos Quentes de Acidentes de Trânsito” é positivo, mas não basta alertar. O Governo deve rever as vias principais, sobretudo perto de escolas e centros de idosos, movendo passadeiras perigosas em curvas apertadas ou ângulos mortos.
Face aos pontos cegos causados por barreiras de obras, árvores e estacionamento ilegal de pesados, sugere-se testar “passadeiras com luzes intermitentes noturnas” e instalar “semáforos ativados por peões”, garantindo a prioridade absoluta dos peões.
Na fiscalização, urge usar a “capacitação tecnológica”. Sugere-se adotar videovigilância com IA para captar infrações e análise de big data em pontos negros e vias movimentadas. A supervisão inteligente 24/7 colmata falhas nas patrulhas diárias, tornando constante o combate a infrações como “não ceder passagem”, elevando a consciência de segurança dos condutores.
Para reduzir acidentes na raiz, atualizar a lei é vital. As sanções da atual “Lei do Trânsito Rodoviário” perderam dissuasão face ao desenvolvimento e aumento de veículos. A revisão anterior não avançou, mas consta agora no “3.º Plano Quinquenal” em consulta. O Governo prometeu antecipar esta revisão. Até lá, a fiscalização policial e a tecnologia devem atuar juntas para travar as infrações.
Além de otimizar infraestruturas, sugere-se a “cogovernação”. Deve criar-se um canal ágil de denúncia para monitorização conjunta. Ao notar tampas de esgoto perigosas ou pequenos deslizes causados por estas, os cidadãos podem reportar. As autoridades devem reparar o local rapidamente, eliminando riscos na raiz e elevando a segurança rodoviária de Macau.