A massa monetária de Macau registou uma descida de 1.7% em junho de 2026, para 847,6 mil milhões de patacas (91,1 mil milhões de euros), enquanto os depósitos e os empréstimos de residentes diminuíram face ao mês anterior, segundo dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM).
De acordo com as estatísticas monetárias da AMCM, a circulação monetária e os depósitos à ordem diminuíram 1.2% e 1%, respetivamente, levando o agregado monetário M1 a recuar 1.1% em termos mensais. As responsabilidades quase monetárias registaram igualmente uma queda de 1.8%.
O agregado monetário M2, que inclui o M1 e as responsabilidades quase monetárias, diminuiu 1.7% em junho, fixando-se em 847,6 mil milhões de patacas. No final do mês, a moeda de Macau representava 32.4% do M2, seguida pelo dólar de Hong Kong (43.2%), dólar norte-americano (14.6%) e renminbi (8%).
Depósitos de residentes diminuem
Os depósitos de residentes recuaram 1.7% face ao mês anterior, para 825,3 mil milhões de patacas. Em sentido contrário, os depósitos de não residentes aumentaram 11.6%, atingindo 379,5 mil milhões de patacas.
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Os depósitos do setor público junto do sistema bancário cresceram 3%, para 269,8 mil milhões de patacas. No conjunto, os depósitos totais da atividade bancária aumentaram 2.3%, para 1,4747 biliões de patacas.
A distribuição cambial dos depósitos bancários era composta por 44.1% em dólares de Hong Kong, 26.3% em dólares norte-americanos, 18.6% em patacas e 9.4% em renminbi.
Empréstimos ao setor privado descem
Os empréstimos internos ao setor privado diminuíram 0.7% em comparação com maio, para 476,5 mil milhões de patacas. Segundo a análise por setor económico referente ao segundo trimestre de 2026, os empréstimos bancários destinados aos setores de “produção e distribuição de eletricidade, gás e água” e de “comércio por grosso e a retalho” aumentaram 7.8% e 2.1%, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Já os empréstimos concedidos aos setores da “restauração, hotéis e similares” e da “construção” registaram reduções de 6,2% e 3,3%, respetivamente.
Os empréstimos concedidos ao exterior aumentaram 0.4% em termos mensais, para 563,6 mil milhões de patacas. No total, o volume de empréstimos da atividade bancária diminuiu 0.1%, fixando-se em 1,0401 biliões de patacas.
Por moeda, os empréstimos estavam distribuídos entre dólares de Hong Kong (40.2%), patacas (22.1%), dólares norte-americanos (17.5%) e renminbi (16.3%).
Rácio de crédito vencido mantém-se nos 4.5%
No final de junho, o rácio global entre empréstimos e depósitos diminuiu de 72.2%, registado no final de maio, para 70.5%. O rácio entre empréstimos e depósitos de residentes manteve-se nos 43.5%.
Os rácios de ativos correntes sobre passivos, calculados para períodos de um e três meses, situaram-se em 59% e 48.6%, respetivamente. O rácio de crédito vencido permaneceu inalterado nos 4.5% face ao mês anterior.
A AMCM esclarece que os depósitos de residentes e não residentes, bem como os empréstimos internos ao setor privado e os empréstimos concedidos ao exterior, incluem tanto particulares como empresas.