Os contratos de futuros sobre obrigações soberanas chinesas começaram a ser negociados em Hong Kong esta segunda-feira (3), numa nova tentativa da China de abrir o mercado nacional de dívida a mais investidores estrangeiros e internacionalizar a utilização do yuan.
Os futuros atraíram um “volume de negócios ativo nos primeiros minutos da sessão” de hoje, de acordo com o jornal de Hong Kong, em língua inglesa, South China Morning Post.
Os contratos a cinco anos terão um valor de 500 mil yuan (64.247 euros) e podem ser negociados através de cerca de uma centena de corretores afiliados à bolsa da antiga colónia britânica.
As novas ferramentas “permitem aos investidores internacionais abrir, cobrir e encerrar posições inteiramente a partir do estrangeiro, através das mesmas contas e fluxos de trabalho que já utilizam para os derivados cotados em Hong Kong”, de acordo com o presidente da HKEX, a operadora da bolsa de Hong Kong, Carlson Tong.
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A Bloomberg noticiou que se trata da terceira vez que Pequim tenta impulsionar esta iniciativa, após um breve período de testes entre abril e dezembro de 2017 – suspenso depois de Hong Kong ter exigido um quadro regulamentar e de cooperação mais claro com a China continental – e outro plano que acabou por ser cancelado em 2023, antes mesmo de ver a luz do dia.
Desta vez, o plano surge na sequência da decisão, tomada em abril, de permitir que os investidores globais negociem futuros de obrigações soberanas na China.
Após anos de reformas, mais de dois biliões de yuan (256,9 mil milhões de euros) de dívida soberana ‘onshore’ (negociada nos mercados da China continental) estavam nas mãos de investidores estrangeiros, valor que contrasta com os 450 mil milhões de yuan (57,820 milhões de euros) registados em meados de 2017.