Com a integração da Grande Baía, cresce a necessidade dos residentes de Macau conduzirem ao Interior da China. Optimizar vias e trânsito fronteiriço é tarefa urgente do Governo da RAEM.
Sendo a principal porta terrestre, as Portas do Cerco e o seu trânsito estão sobrecarregados. Segundo a DSEC, até Janeiro de 2026, saíram 137.307 veículos, novo recorde homólogo. Embora veículos com matrícula dupla possam usar os postos de Hengqin e da Ponte HK-Zhuhai-Macau, muitos condutores preferem as Portas do Cerco devido aos congestionamentos na Ponte e à distância de Hengqin.
Face a isto, sugere-se reorganizar as vias na origem. Para evitar riscos nos cruzamentos, deve-se replanear rotas, pondo marcações claras e luzes de aviso contra ângulos mortos. Simultaneamente, rever a alocação das cabines de inspecção, ponderando abrir todas nas horas de ponta.
É crucial usar as cabines vazias junto à paragem de autocarros para novas vias, acelerando a passagem e evitando que os pesados cortem a fila. A longo prazo, aproveitando a renovação urbana das Portas do Cerco, o Metro Ligeiro na Zona Este-2 e a reestruturação do Terminal, urge integrar a “repartição funcional das vias” no planeamento de topo, separando fisicamente autocarros e carros particulares.
Por outro lado, a passagem no posto de Zhuhai da Ponte exige melhorias. As vias para o Interior juntam veículos de HK e Macau. Sem desvio eficaz, há grandes engarrafamentos nos fins-de-semana e feriados.
Para os condutores de Macau, a viagem curta torna-se longa pela falta de separação, competindo com carros de HK, o que reduz a conveniência. Sugere-se que o Governo da RAEM debata com o Interior da China a criação de “vias exclusivas de ida e volta” para veículos de Macau, separando-os dos de HK, garantindo trânsito fluido.
A eficiência fronteiriça afecta directamente as deslocações dos residentes. Espera-se que, via cooperação interdepartamental e inter-regional, as autoridades aliviem os estrangulamentos, criando um ambiente de viagem transfronteiriça seguro e eficiente.