O registo foi obtido no âmbito do projeto de fotoarmadilhagem desenvolvido pela empresa, que utiliza câmaras automáticas para acompanhar a fauna selvagem, recolher informação científica e apoiar a gestão e conservação dos espaços naturais sob a sua responsabilidade.
Segundo a Parques de Sintra, ainda não é possível concluir se o animal se encontra apenas de passagem ou se já se instalou na serra. A análise das imagens e a continuidade da monitorização deverão permitir esclarecer esse aspeto nos próximos meses.
O presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, João Sousa Rego, sublinha que a presença da lontra representa “um importante indicador biológico da qualidade dos habitats existentes no Parque da Pena e da boa condição ecológica dos ecossistemas” da Paisagem Cultural de Sintra e do Parque Natural de Sintra-Cascais.
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A lontra-europeia é uma espécie protegida e depende de cursos de água limpos, abundância de alimento e reduzida perturbação humana para sobreviver. Por isso, a sua presença é frequentemente utilizada como um indicador da saúde dos ecossistemas aquáticos.
A monitorização da fauna na Serra de Sintra tem revelado também a presença regular de outros mamíferos de hábitos maioritariamente noturnos, como texugos, genetas e raposas, que utilizam com frequência zonas como o Parque da Pena e a Tapada do Mouco.
A Parques de Sintra considera que estes registos demonstram a eficácia das medidas de conservação implementadas nos últimos anos e reforçam a importância de manter o acompanhamento científico da fauna para proteger a biodiversidade de um dos mais importantes espaços naturais e patrimoniais do país.