Segundo as informações conhecidas, Sofia foi transportada de manhã na viatura que assegurava o serviço escolar, mas, por razões ainda por apurar, nunca chegou a sair do veículo. A carrinha permaneceu estacionada durante todo o dia, exposta ao sol, com os vidros escurecidos, o que terá dificultado que a criança fosse detetada.
O alerta foi dado por volta das 16h00, quando a mãe chegou à creche e percebeu que a filha não se encontrava no interior do estabelecimento. A bebé foi encontrada já sem sinais de vida no interior da viatura.
O caso ocorreu nas imediações do Santuário do Cristo Rei, uma zona de grande afluência turística, mas ninguém se apercebeu da presença da criança no veículo.
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A Polícia de Segurança Pública (PSP) esteve no local e a investigação passou para a alçada da Polícia Judiciária, que procura determinar como foi possível a criança permanecer esquecida durante tantas horas e apurar eventuais responsabilidades criminais.
A autópsia deverá confirmar a causa da morte, embora tudo indique que a bebé tenha sofrido uma hipertermia provocada pelas elevadas temperaturas registadas no interior da viatura.
Entretanto, a Câmara Municipal de Almada manifestou pesar pela morte da criança e anunciou que irá acompanhar o apuramento dos factos. O caso volta a levantar questões sobre os procedimentos de segurança no transporte coletivo de crianças e os mecanismos de controlo para garantir que nenhum menor permanece no interior das viaturas após o fim dos percursos.