Os pedidos de reapreciação dos exames nacionais da primeira fase aumentaram 44% face ao ano passado. Segundo o ministro da Educação, Fernando Alexandre, foram apresentados 8.900 pedidos até quinta-feira, mais 2.700 do que os 6.200 registados no mesmo período de 2025.
À margem de uma cerimónia na Universidade do Minho, em Braga, o governante considerou que o aumento ficou abaixo das previsões feitas após os problemas na digitalização das provas, que obrigaram à revisão de milhares de classificações.
Fernando Alexandre atribuiu o resultado ao facto de os alunos terem podido consultar as provas antes de decidirem pedir a reapreciação. “O aluno teve a oportunidade de ver a sua prova, analisá-la e confirmar se a classificação correspondia ao desempenho esperado”, afirmou.
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O ministro garantiu também que a segunda fase dos exames decorre sem problemas e assegurou que os classificadores receberão as provas digitalizadas na segunda-feira, conforme previsto e “sem erros”.
Esta sexta-feira termina a segunda fase dos exames nacionais, com provas de Desenho A, Física e Química A, Geografia e Inglês. O número de alunos inscritos é semelhante ao do ano passado.
Fernando Alexandre reiterou ainda que os estudantes abrangidos pelas falhas na primeira fase terão a possibilidade de repetir os exames na época especial de setembro, defendendo que foram criadas condições para que “nenhum aluno seja prejudicado” no acesso ao ensino superior ou na conclusão do ensino secundário.