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China diz que guerras prolongadas não têm vencedores

A posição chinesa surge num contexto de agravamento do conflito no Médio Oriente, com impactos crescentes na estabilidade internacional. Pequim defende um cessar-fogo imediato e a retoma do diálogo diplomático como resposta à escalada

Plataforma com Xinhua

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, afirmou que as guerras prolongadas não têm vencedores e apelou ao fim das hostilidades durante uma conversa telefónica com a secretária dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Yvette Cooper, centrada na situação no Médio Oriente, na quinta-feira.

Durante o contacto, Wang Yi, também membro do Politburo do Comité Central do Partido Comunista da China, alertou que o conflito na região está a intensificar-se e a expandir-se, com efeitos negativos não só na paz e estabilidade regionais, mas também nos mercados globais de energia, finanças, comércio e transporte marítimo.

A China defende que todas as partes devem cessar imediatamente as operações militares e resolver as divergências através de um diálogo em pé de igualdade, de forma a salvaguardar a estabilidade regional, afirmou o chefe da diplomacia chinesa.

Do lado britânico, Cooper indicou que o Reino Unido pretende manter uma comunicação próxima com a China face a um cenário internacional cada vez mais instável, defendendo o fim rápido do conflito, o regresso às negociações diplomáticas e a procura de soluções de longo prazo.

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Enquanto membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, China e Reino Unido têm a responsabilidade de preservar a paz e a segurança internacionais, afirmou Wang Yi, acrescentando que ambas as partes devem reforçar a comunicação e apoiar ações que contribuam para a paz.

O ministro sublinhou ainda a necessidade de defender os princípios da Carta das Nações Unidas e as normas básicas das relações internacionais, de modo a evitar a deterioração da ordem internacional e o enfraquecimento das bases da paz global.

As duas partes abordaram também as relações bilaterais, concordando em implementar os consensos alcançados pelos líderes dos dois países e em reforçar os intercâmbios, com o objetivo de promover uma parceria estratégica abrangente estável e de longo prazo, num contexto internacional marcado por incerteza.

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