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Deputados de Macau querem facilitar contratação de domésticas do Interior da China

Proposta pretende alterar as regras de contratação de trabalhadoras domésticas e aumentar as opções disponíveis para as famílias de Macau.

Deputados da Assembleia Legislativa de Macau defendem alterações às regras de contratação de trabalhadores domésticos provenientes do Interior da China, numa tentativa de aumentar a oferta disponível para as famílias que procuram empregadas domésticas não residentes.

A questão ganha importância num território onde a contratação de trabalhadores domésticos estrangeiros e do Interior da China está sujeita a regras específicas. Atualmente, os residentes de Macau podem apresentar pedidos para contratar trabalhadores domésticos não residentes, sendo também possível recorrer a trabalhadores provenientes do Interior da China.

O regime atualmente em vigor estabelece algumas condições específicas para as trabalhadoras provenientes do Interior da China. Entre elas está a obrigação de o empregador assegurar alojamento no mesmo local onde é prestado o trabalho.

A legislação determina ainda que estas trabalhadoras tenham entre 35 e 55 anos e não tenham uma relação familiar com o empregador até ao segundo grau.

Macau começou a permitir a contratação experimental de trabalhadores domésticos do Interior da China no final de 2013. O regime foi posteriormente alargado: desde 2018, além de Guangdong e Fujian, passaram a estar abrangidas Guangxi, Hunan, Hubei, Jiangxi, Anhui, Sichuan e Guizhou.

A discussão no Parlamento surge perante a necessidade de muitas famílias encontrarem trabalhadores para tarefas domésticas e apoio aos agregados familiares. A possibilidade de recorrer a um número maior de trabalhadoras do Interior da China poderá aumentar a oferta e reduzir as limitações atualmente existentes.

Leia mais: Salários de empregadas domésticas estão a diminuir

Os pedidos de contratação são analisados pela Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), que mantém procedimentos específicos para trabalhadores domésticos provenientes do Interior da China. O processo exige documentação adicional relativamente à contratação de outros trabalhadores domésticos não residentes.

A contratação continua, contudo, dependente de autorização prévia. O Governo de Macau alerta que o emprego de trabalhadores não residentes sem a respetiva autorização é ilegal e pode resultar em multas e outras consequências para os empregadores.

A questão dos trabalhadores domésticos tem sido discutida em Macau também devido ao impacto dos salários e das condições de contratação no orçamento das famílias.

Desde janeiro de 2026, o salário mínimo de Macau passou a ser de 7280 patacas por mês, aplicável também aos trabalhadores não residentes.

A eventual alteração das regras de contratação de domésticas do Interior da China poderá, assim, aumentar a oferta disponível, mas terá de conciliar as necessidades das famílias com as regras de proteção laboral e de controlo da contratação de trabalhadores não residentes.

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