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A semana que abalou o mundo

Entre os dias 21 e 28 de fevereiro de 1972, Nixon, na altura presidente dos Estados Unidos chocou o mundo com a sua visita à China. Após esse encontro, os dois países juntaram forças para lidar com a União Soviética e alteraram completamente a direção da Guerra Fria. Este momento histórico é apelidado de “A semana que mudou o mundo”, e agora, a 5 de novembro de 2018, começou outra semana que irá voltar a abalar o mundo. Durante a segunda semana de novembro irão ter lugar no mínimo 3 grandes acontecimentos. Primeiro, o reinício das sanções americanas ao Irão, segundo, a primeira Feira Internacional de Importação da China (CIIE), e, por último, as eleições intercalares americanas. 

A política internacional, por vezes, evolui a uma velocidade extraordinária. Em relação ao primeiro grande acontecimento desta semana, no dia 5 do corrente mês os EUA reimpuseram as suas sanções ao Irão. Na passada sexta-feira, enquanto anunciava esta notícia, o Secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, fez questão de salientar que a União Europeia não faz parte da lista de isentos destas sanções, mas como decisão estratégica, 8 nações receberam tal benefício, exigindo que também no futuro cortem por completo as suas importações de petróleo iraniano. O que surpreendeu ainda mais foi o facto de a Alemanha, França e Reino Unido não terem recebido esta isenção. A impressão que transparece é que Trump quis propositadamente humilhar estes três países, passando a mensagem de que mesmo entre aliados, “se não estiveres do meu lado, estás contra mim”. Anteriormente, John R. Bolton já tinha criticado a capacidade de confronto da União Europeia, descrevendo-a como incapaz de ficar imune às sanções americanas. Claramente, tal não deixou a União Europeia feliz, e juntamente com a Alemanha, França e Reino Unido emitiram um comunicado conjunto em que prometem proteger todos os negócios e empresas europeias que possuem relações comerciais com o Irão. Por outro lado, a União Europeia deu também já início à criação de um sistema de pagamento internacional independente do dólar. 

O segundo grande acontecimento foi a abertura da primeira Feira Internacional de Importação da China (CIIE), exatamente no mesmo dia em que Trump reimpôs sanções sobre o Irão. Este evento é a primeira Expo mundial a ser organizada em Xangai, contando com a participação de milhares de empresas oriundas de mais de 100 países e ainda de vários líderes internacionais. Um dos slogans chineses é “Deixar o mundo apanhar o comboio que é a economia chinesa!”. Até mesmo empresas americanas querem aproveitar esta oportunidade, sendo os terceiros maiores participantes do evento. Segundo informações do Ministério do Comércio chinês cerca de 180 empresas americanas inscreveram-se no mesmo. No contexto atual de guerra comercial sino-americana, a organização desta expo na China é também uma forma do país demonstrar a sua abertura ao mundo. Segundo números oficiais, durante os próximos 15 anos a produção chinesa irá ultrapassar os 24 biliões de dólares, um valor astronómico para uma empresa de qualquer nacionalidade. 

Por último está o acontecimento que mais tem ocupado Trump recentemente, as eleições intercalares americanas. Estas foram uma avaliação dos últimos dois anos com o governo de Trump no poder. 

David Chan 09.11.2018

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