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Adair Ribeiro * – O MESSIAS DO PARTIDO ADI GANHOU

 

O Messias do ADI, comparado ao D. Sebastião  de Portugal, fez questão de mudar a história, regressou ao País com “seguranças” da direita e da esquerda portuguesa: os deputados socialistas Mário Ruivo e João Portugal, Nuno Serra, do PSD, e José Ribeiro e Castro, do CDS-PP. Voltou, fez da caminhada efetuada do Aeroporto a cidade capital um exercício físico e venceu. Caso para citar o adágio, “no reino de cegos quem tem olho é rei”. O político “esperto” venceu, “vamos ter arroz bom e barato e internet gratuita para os jovens”! Viva!

A estratégia do Patrice Trovoada de que ausentou do país por perseguição política e pelo apelo do Pinto que lhe mandou “afastar” bateu certo. Patrice regressou no tempo oportuno.

Por um voto se ganha, por um voto se perde, ganhou o partido Ação Democrática Independente ADI, teve mais votos, ganhou. Cabe aos partidos derrotados repensarem e cabe ao um e único partido vencedor celebrar.

Na política não existem inimigos, existem adversários. Temos que respeitar o jogo democrático, quem ganha governa, desde já os meus parabéns ao partido ADI. Faço veemente apelo a sua excelência senhor Presidente da República, Manuel Pinto da Costa, para contribuir e garantir a estabilidade governativa.

Gabriel Costa, caiu de paraquedas para o cargo de primeiro-ministro. Parece que Deus tem ouvido as suas preces, perseguido pelo sonho de infância, de ser primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe. Gabriel, viu o seu sonho a concretizar-se por duas vezes. Palmas para ti Gabriel! Já agora, jogue euromilhões, de certeza que te sai a sorte grande!

A segunda força política mais votada, o MLSTP, deve tirar as suas ilações. A meu ver, se Patrice Trovoada, ausente do País aproximadamente dois anos, conseguiu ganhar com maioria absoluta, deveu-se ao facto da desorganização da atual direção do MLSTP/psd.

– Jorge Amado ouviu muito o seu coração, e pouco a sua razão, o que culminou com a queda do XIV governo liderado pelo Patrice Trovoada, Jorge Amado, contribui para a queda de um governo legitimado pelo povo e aceitou um primeiro-ministro vindo de um partido sem representação parlamentar, sem nenhuma legitimidade popular. O anjo Gabriel amaldiçoou o MLSTP.

– Na queda do XIV Governo constitucional, ninguém percebeu o porquê de a direção do MLSTP não indicar uma figura do seu partido para o cargo de primeiro-ministro. Sendo o MLSTP  o segundo partido mais votado.

– O Rafael Branco quis ser ouvido, insistiu tanto que desistiu, afastou-se do seu amado e do MLSTP. Rafael Branco, conseguiu ver atempadamente, que com a atual direção, o MLSTP dificilmente ganharia as eleições. O partido perdeu um dos políticos mais fortes e mais experimentados no cenário político são-tomense.

– O aparecimento do partido PND. Pinto da Costa declarou guerra contra o MLSTP. Pinto foi desleal para com o seu partido.

– E nosso Vaz foi jogado para os leões sem dom nem piedade, de certeza que preferia mil vezes ser jogado no “Vaje de Guadalupe”. Exigia-se mais do MLSTP, o Jorge amado deveria ser mais amável com o seu camarada.

Como se nomeia um indivíduo para candidato ao cargo de primeiro-ministro, sem nunca lhe terem dado uma oportunidade de se mostrar ao povo de São Tomé e Príncipe? Erro clássico do MLSTP, que de uma vez por todas precisa entender a diferença entre os seus militantes e o povo de S.T.P.

– E o nosso Pinto  pintou muito mal o quadro, ao desafiar o povo “o povo só manda nas urnas”. Quem é desafiado é obrigado a reagir. O povo reagiu e borrou o quadro do Pinto. Mas o mesmo sentindo que tal poderia acontecer, saiu ao ataque no dia D, um ataque além-fronteiras. Mas já era tarde Pinto!

O Partido Convergência Democrática (PCD), mesmo perdendo as eleições, ganhou por ter apresentado um candidato forte. O político jovem e promissor, António Dias, foi um um dos ministros mais fortes, e o mais eficiente do governo. O anjo Gabriel, amaldiçoou o PCD.

O MDFM/PL com o F de Fradique se confundiu com o Fênix, e acreditou que poderia renascer das cinzas. Mas não renasceu!

Mesmo assim, acredito que Fradique de Menezes é indubitavelmente o homem certo para conduzir este partido ao ciclo vencedor daqui a 4 anos. Agora tem muito trabalho pela frente.

Os partidos derrotados têm agora o importante papel de trabalhar, fazer uma oposição forte e firme ao próximo governo. Daqui a 4 anos, o povo saberá julgar.

 

* Téla Nón, São Tomé e Príncipe

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