Constituição física - Plataforma Media

Constituição física

A China continental recentemente publicou dados de um inquérito sobre a saúde física dos jovens no país, revelando que num universo de 1,15 milhões de alunos, a taxa de jovens aquém dos padrões de saúde física está a descer. Porém, problemas de visão e obesidade estão em crescimento. Em 2020, 6,5% dos estudantes do primeiro ciclo, 14,5% do segundo e terceiro ciclos, 11,8% do ensino secundário e 30% do ensino superior foram considerados não saudáveis.

Porque será esta taxa entre estudantes universitários tão alta? De que problemas de saúde sofrem estes estudantes?

Não há como negar que os estudantes de ensino superior sofrem uma maior pressão escolar, com relatórios, procura de emprego, trabalhos de grupo, etc. A nível do ensino básico, as escolas são obrigadas a organizar aulas de educação física, levando a que os alunos tenham de praticar atividade física pelo menos uma vez por semana. Já no ensino superior vive-se uma vida sem muitas restrições. É possível escolher faltar às aulas, trabalhar em part-time e praticar atividades extracurriculares. Porém, tudo isto também retira tempo para a prática de exercício físico.

Uma vez, numa manhã de segunda-feira, apanhei o autocarro para a Universidade de Macau e reparei que a maioria dos alunos no autocarro ia a dormir. Após o fim de semana, também parecem estar muito cansados durante as aulas. Porque será?

A cada cinco anos o Governo local distribui um relatório público sobre a saúde física dos residentes. O mais recente, com dados de 2020, analisa os dados de cerca de 10 mil residentes, porém ainda não foi publicado. Reanalisando o relatório de 2015, a percentagem de estudantes entre os 19 e 22 anos que não praticam atividade física subiu dos 59,5% em 2010 para 66% em 2015. As autoridades salientam a relevância destes números no relatório.

Já praticou exercício hoje?

*Editor da edição em chinês do Plataforma

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