A Ponte 25 de Abril celebrou 60 anos de história. Inaugurada como Ponte Salazar, a infraestrutura atravessou mudanças políticas, sociais e técnicas que a transformaram na principal ligação entre Lisboa e a margem sul do Tejo.
Da Ponte Salazar à Ponte 25 de Abril
Quando abriu ao trânsito, a 6 de agosto de 1966, a ponte recebeu o nome de Ponte Salazar, numa homenagem ao então presidente do Conselho. A designação manteve-se até à Revolução de 25 de Abril de 1974, altura em que passou oficialmente a chamar-se Ponte 25 de Abril, tornando-se um dos símbolos da democracia portuguesa.
A construção, iniciada em 1962, foi concluída em menos de quatro anos e constituiu, à época, a maior obra pública realizada em Portugal.
Uma infraestrutura que transformou a mobilidade
A inauguração da ponte alterou profundamente a mobilidade na região de Lisboa. Pela primeira vez, existia uma ligação rodoviária permanente entre as duas margens do Tejo, reduzindo tempos de viagem e facilitando a expansão urbana da margem sul.
O crescimento populacional de concelhos como Almada, Seixal, Barreiro e Moita ficou intimamente ligado à existência desta travessia, que passou a ser utilizada diariamente por milhares de trabalhadores e estudantes.
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A chegada do comboio
Embora tenha sido concebida para receber circulação ferroviária, só em 1999 a ponte passou a acolher comboios, após a construção de um segundo tabuleiro. A nova ligação reforçou o transporte público e aumentou a capacidade da infraestrutura, que hoje suporta tráfego rodoviário e ferroviário.
Atualmente, a Ponte 25 de Abril continua a ser a travessia mais utilizada sobre o Tejo, com cerca de 150 mil veículos e 174 comboios por dia.
Um símbolo que continua a marcar Lisboa
Seis décadas depois, a Ponte 25 de Abril mantém um papel central na mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa e continua a ser uma das imagens mais reconhecidas da capital portuguesa.
Apesar da abertura da Ponte Vasco da Gama, em 1998, a histórica travessia continua a concentrar o maior volume de tráfego entre as duas margens, mantendo-se uma infraestrutura estratégica para a região.