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Cabo Verde no Mundial 2026: O Sonho Azul que Atravessa Oceanos

Mário Vicente, Voz ao Cidadão

Há sensivelmente um mês, Cabo Verde vivia um momento alto da sua maturidade democrática. Fomos às urnas e estas ditaram uma mudança na governação que reafirma o país como um farol de estabilidade no continente.

Enquanto a nação prepara a transição política, com a nova Assembleia Nacional a constituir-se entre 18 e 20 de junho e a posse do novo Governo do PAICV dias depois, um outro palco planetário já terá captado as nossas atenções uns dias antes: o Mundial de Futebol de 2026.

O torneio inicia-se a 11 de junho (madrugada de dia 12 em Macau) nos EUA, Canadá e México. É uma façanha sem precedentes: Cabo Verde é o segundo menor país do mundo a chegar à maior competição de seleções. Um feito histórico que nos coloca entre as dez nações africanas presentes.

Para um país com pouco mais de meio milhão de habitantes, estar lá é já uma vitória entusiasticamente celebrada em cada ilha e nas que carinhosamente chamamos de “ilhas da diáspora”, que fazem de nós uma nação global.

O sorteio colocou os “Tubarões Azuis” (como é conhecida a nossa seleção) no Grupo H, ao lado de gigantes: Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. A estreia, a 15 de junho, é contra a Espanha, atual campeã europeia (4 vezes campeã do Continente) e uma vez campeã mundial. Seguem-se o bicampeão mundial Uruguai a 21 e a tricampeã asiática Arábia Saudita a 27. É um batismo de fogo onde a grandeza do coração cabo-verdiano brilhará intensamente.

Queremos fazer história na maior montra do futebol mundial. Na gíria diz-se que é preciso manter os pés bem assentes na terra. Mas a alma do povo voa, não conhece limites.

A nossa vasta diáspora – que representa mais do dobro da população residente – vive este momento com intensidade estrondosa. Espalhada pelos EUA, África, Europa, também China e Macau, esta diáspora é a nossa maior força: milhões de corações a bater em uníssono, acreditando que podemos ir além da primeira fase.

Estar lá, ouvir o nosso hino e ver a nossa bandeira já é uma vitória imensa. Mas a ambição não para. Estamos em 2026, mas já olhamos para 2030 e 2034. Este mundial nos EUA, onde reside a nossa maior comunidade emigrada, será como jogar em casa. O apoio será ensurdecedor e o orgulho a nossa tática principal para enfrentar os colossos mundiais.

Sonhamos há muito com este primeiro jogo, um primeiro golo e quiçá uma primeira vitória épica. Se conseguimos estar entre os melhores no futebol, também podemos estar na educação, tecnologia e economia azul. A pequena dimensão é uma circunstância, não um destino. O nosso destino é a grandeza, provando que o talento não tem fronteiras geográficas.

Força Cabo Verde! Força Tubarões Azuis! Façam-nos sonhar.

O mundo conhecerá a nossa “morabeza” temperada com a garra de quem não teme gigantes. O sonho é azul, e o futuro é agora.

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