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Motoristas autónomos pagam o preço de frota antiga

Eduardo Sodré

Veículos consomem mais e têm menor capacidade de carga; idade média dos caminhões é de 18,6 anos.

As imagens dos caminhões parados nas estradas na greve de 2018 e nos poucos protestos desta segunda (1º) mostram um problema do setor de transportes no Brasil: a idade da frota. Modelos produzidos nas décadas de 1980 e 1990 –em sua maioria dirigidos por motoristas autônomos– aparecem em meio a veículos modernos dos grandes frotistas.

De acordo com a pesquisa Perfil dos Caminhoneiros 2019, feita pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), a idade média dos caminhões usados por autônomos é de 18,6 anos.

O peso da idade é refletido nos dados sobre frota circulante levantados em 2019 pelo Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores).

Segundo a entidade, cerca de 340 mil veículos pesados que circulam pelo país têm mais de 16 anos de uso. Quanto mais antigo, mais poluente e menos eficiente. Os motores a diesel emitem óxido de nitrogênio, composto cancerígeno, e particulados, o que exige leis para forçar a constante evolução da indústria.

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