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Governo consulta UE e ONU sobre Cabo Delgado. PSD pede intervenção externa

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, a Embaixada de Portugal em Maputo e o Consulado na Beira têm mantido “contactos estreitos” com o governo moçambicano, os parceiros europeus e a ONU sobre o conflito em Cabo Delgado. PSD quer intervenção externa com envolvimento de Portugal

O ministro dos Negócios Estrangeiros português está a ser interpelado esta tarde no Parlamento, na comissão da especialidade, sobre Cabo Delgado. O gabinete de Augusto Santos Silva respondeu às perguntas do Plataforma sobre a situação no norte de Moçambique, demonstrando que Portugal já está a ir além da natural preocupação com os ataques terroristas e em contacto com o governo de Filipe Nyusi, a ONU e parceiros europeus.

“O Governo português, a Embaixada de Portugal em Maputo e o Consulado-Geral na Beira têm mantido contactos estreitos com as autoridades moçambicanas a vários níveis, com os seus parceiros europeus e com os representantes das Nações Unidas no país sobre a situação em Cabo Delgado”, respondeu o MNE.

Mas o PSD vai ainda mais longe e pede uma intervenção militar conjunta de uma força regional, ou até uma intervenção da ONU com envolvimento de “várias forças, incluindo portuguesas”, como disse ao Plataforma o deputado social-democrata António Maló de Abreu. “Portugal pode ter um papel muito importante, junto do governo de Moçambique e da ONU para ajudar a encontrar uma solução politica e militar para a situação em Cabo Delgado”, realça o deputado. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “também devia ter um foco muito especial neste conflito e também nesse quadro Portugal pode ajudar”.

Segundo informações colhidas pelo deputado, os portugueses na região têm abandonado as zonas mais perigosas e fugiram para Pemba, onde está mais seguro.

De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, “na região de Cabo Delgado existem 50 empresas de capitais portugueses e uma comunidade estimada em cerca de 300 pessoas”. Muitas dessas empresas são da área da construção civil e duas delas já foram atacadas pelos insurgentes islâmicos. Até ao momento não houve uma única vítima portuguesa neste conflito. Em contrapartida, em três anos de ataques terroristas já perderam a vida mais de mil moçambicanos e há mais de 200 mil deslocados.

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