A morte de George Floyd - Plataforma Media

A morte de George Floyd

Os protestos contra o racismo nos EUA após George Floyd ter sido morto por agentes policiais estão fora de controlo, alguns transformando-se em motins, podendo dar entrada a uma nova fase de conflito sangrento. Este conflito continua a crescer especialmente após a Casa Branca ter ordenado que as Forças Armadas assumissem controlo sobre os civis, aumentando ainda mais as divisões étnicas já existentes. Mesmo com o envolvimento destas forças (constituídas por muitos negros e outros não-brancos), a morte de George Floyd serviu como fator detonante. Obama comentou o seguinte: “Se os EUA não resolverem os seus problemas de racismo, tragédias semelhantes irão continuar a acontecer, e a próxima geração de americanos não irá crescer no país que idealizamos para eles.” 

Donald Trump, empresário de sucesso, celebridade, guru de esquemas em pirâmide, afirma ter feito tudo pela economia americana e ter conseguido salvar a vida de 2 milhões de americanos. Porém, o legado de 300 anos dos EUA acaba aqui, a Estátua da Liberdade caiu, e os americanos temem a noite, pois quando o sol se põe, o país volta a perder o controlo. 

Estamos a presenciar momentos históricos no ano de 2020. Nunca ninguém pensou que o país mais poderoso do mundo iria agora, como o New York Times descreveu, ser incendiado por tantos fatores diferentes. Desemprego em massa, uma pandemia a revelar desigualdade económica e de cuidados de saúde, juventude desocupada, violência policial, extrema-direita à procura de uma Guerra Civil e Trump a alimentá-la. Os EUA parecem um barril de pólvora e ninguém sabe até quando a situação irá continuar a piorar. Todavia, na era de Trump, este pesadelo torna-se normal no dia seguinte. Estamos a presenciar momentos históricos, o conflito continua, assistimos com tristeza enquanto um país tão grandioso se transforma nisto. 

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