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Jovens: de pequenino se torce o pepino

António Monteiro, Voz ao Cidadão

Os jovens têm um papel importantíssimo no desenvolvimento e no futuro de Macau, são eles os herdeiros do legado secular de Macau, com mais de 400 anos de história.

Enquanto plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a integração acelerada de Macau com Hengqin, há enormes para os quais os jovens devem estar preparados, em especial a sua formação e conhecimento necessário sobre Macau. E não é apenas o orgulho à identidade nacional, mas o orgulho também à sua própria identidade local, histórica e cultural existente.

Se a ideia basilar é a RAEM estar cada vez mais integrada em Hengqin, fala-se ao mesmo tempo de não perder as características únicas de Macau, e ligar esta região ao exterior. Existem, portanto, orientações e reflexões que devem ser feitas.

A capacidade linguística dos jovens é essencial, no domínio tanto da língua chinesa e portuguesa, sem qualquer excepção. Isto começa nas escolas e na administração pública, para manter eficazmente o domínio das duas línguas oficiais. A geração futura deve manter o cantonense em Macau, língua nativa dos residentes, mas será também necessário o mandarim para poder integrar em Hengqin e na Grande Baía.

Por outro lado, o português não serve apenas para o “Olá”, tradução ou para o Fórum Macau, é uma identidade cultural e com interesses económicos para a China com os países lusófonos. O património cultural (com raízes históricas da China e Portugal) podia ser melhor fomentado nas escolas, como matéria exclusiva, ao lado do mandarim e do português, a todas as comunidades inseridas em qualquer escola de Macau.

Não há economia sem conhecimento cultural. Saber “vender o peixe” de Macau implica saber cultura, porque abre asas à criatividade, promove a imagem cultural, turística e económica de Macau, incentiva negócios bilaterais entre Macau e Hengqin, e a continuidade das características únicas e património intangível de Macau pela nova geração.

Macau foi sempre a ponte de ligação da China ao mundo – e a ponte não cabe apenas aos macaenses – somos afinal todos, entre várias comunidades, “gentes de Macau”. São apelos da sociedade para mais diálogo e clareza nas orientações futuras pelo governo, conjuntamente com a sociedade civil e (todas) as suas comunidades.

Hengqin só pode melhor beneficiar com jovens (de Macau) com conhecimento e pensamento construtivo, muito para além de “slogans”.

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Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

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