O fogo começou na tarde de 26 de novembro de 2025 e alastrou-se rapidamente por sete das oito torres do conjunto habitacional, em obras de renovação e envoltas por andaimes e telas de proteção. Equipamentos e materiais usados nas renovações — incluindo redes e painéis com componentes inflamáveis — são apontados por peritos como fatores que aceleraram a propagação das chamas.
Milhares de agentes de emergência foram mobilizados nas operações que duraram mais de 40 horas; as equipas forenses prosseguem agora a identificação de corpos e a varredura dos blocos afetados. As autoridades continuam a tratar dezenas de pessoas como desaparecidas enquanto avançam as verificações unidade a unidade.
A investigação já resultou em várias detenções de responsáveis ligados às obras de renovação — diretores, engenheiros e subcontratantes — sob suspeita de homicídio por negligência, uso de materiais não conformes e possíveis irregularidades na contratação e fiscalização. O governo anunciou a suspensão de projectos ligados à empresa em causa e disse que avaliará mudanças regulatórias urgentes.
No plano social, milhares de moradores foram deslocados e centenas permanecem em abrigos temporários, assistidos por organizações não-governamentais e serviços sociais. O caso suscitou ampla comoção pública, pedidos de responsabilização e apelos por uma investigação independente que esclareça falhas técnicas, administrativas e de fiscalização que contribuíram para a tragédia.