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Apoiar quem vai para Hengqin

Lei Leong Wong, Aliança de Povo de Instituição de Macau

Em meados de julho, a Direcção dos Serviços de Assuntos de Subsistência da Zona de Cooperação Aprofundada publicou a diretiva de candidatura a subsídios de incentivo à ocupação do “Novo Bairro de Macau”, em Hengqin. O subsídio cobre um vasto conjunto de taxas, tais como as de gestão de propriedades, internet, rede televisiva, água, eletricidade, etc. Até certo ponto, estas medidas podem aliviar a pressão sobre os residentes, mas só para quem já se mudou. Para que o local seja atraente, muitas outras medidas são urgentes, especialmente nas áreas da escolaridade infantil, cuidados de saúde, e alfândega.

Sugiro por isso que as autoridades elaborem um calendário de implementação de medidas que aliviem a preocupação dos residentes. Por um lado, para que quem já se mudou possa organizar melhor a sua vida; por outro, para quem esteja a pensar mudar possa ter mais motivos para fazê-lo. A oferta escolar, por exemplo, está limitada entre jardim de infância e o segundo ciclo primário. Os alunos que agora residem no Novo Bairro de Macau, e estudam noutra fase dos seus estudos; são obrigados a atravessar a fronteira para virem assistir às aulas. Além disso, estudantes com mais de 10 anos de idade não estão autorizados a atravessar a fronteira dentro dos veículos em que se deslocam.

No desembarque de passageiros, os veículos são obrigados a fazer um longo desvio; o mesmo acontece no embarque, quando do regresso a Macau, o que resulta numa perda de tempo na viagem por automóvel. Exorto a Administração a organizar rapidamente planos para admissão em todos os anos do ensino primário, no Novo Bairro de Macau, para que os pais possam antecipar os preparativos para a transferência dos seus filhos. Sugiro ainda que os departamentos competentes explorem a otimização do ponto de embarque/desembarque para quem atravessa a fronteira de carro, proporcionando-lhes maior comodidade.

O Governo anunciou um centro de saúde para o Novo Bairro de Macau, mas as respetivas instalações ainda não entraram em funcionamento, o que preocupa os moradores. Serviço médicos convenientes são importantes para o apoio comunitário que, por sua vez, pode convencer quem pense mudar-se para lá. Nesta altura, mesmo quem pense recorrer aos hospitais de Macau, necessita de atravessar a alfândega, ainda que em condições de saúde precárias. Isso também tem impacto nas condições físicas e mentais dos residentes.

Exorto por isso as autoridades a abrirem, do lado de lá, centro de saúde e serviços de ambulatório, no curto prazo. E que planeie atempadamente os serviços que vão ser necessários, à luz da mudança demográfica; incluindo cuidados de saúde pré-natais, saúde infantil, ou cuidados especiais para idosos. Esse planeamento permitirá que os residentes recebam o apoio médico relevante, no seio da própria comunidade, reduzindo assim barreiras e preocupações que a mudança para Hengqin está a causar. Se a vida lá for agradável, e se desenvolver com os serviços necessários, aumenta a vontade de quem pondera mudar-se para o Novo Bairro de Macau; e facilita a integração de Macau e Hengqin.

Aliança de Povo de Instituição de Macau

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