
Beatles, Revolução Francesa ou mesmo Jesus Cristo não dizem praticamente nada para os chineses.
Em setembro de 2019, a caminho da estação de metrô Jintaixizhao, em Pequim, recebi uma ligação inusitada da Folha: um editor tentava me convencer a escrever uma coluna semanal sobre China para o jornal. Naquele instante, enquanto caminhava, ouvia e observava meu entorno, passei a enxergar a cidade, o país e as pessoas com outros olhos.
O exercício de escrever regularmente —de entender e ao mesmo tempo explicar— mudou minha experiência na China. Obrigou-me a ler compulsivamente, ser mais curiosa, trocar impressões e testar ideias.