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Estudo sobre jornalismo na Guiné-Bissau revela dados preocupantes

Lusa

A presidente da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social da Guiné-Bissau, Paula Melo, considerou ontem “preocupante” a situação dos profissionais de comunicação social no país

Em causa está um estudo realizado a pedido da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social, em parceria com a Associação para a Cooperação Entre Povos, e financiado pelo Camões Instituto da Cooperação e da Língua, que traça o perfil dos órgãos de comunicação social na Guiné-Bissau.

“Este estudo revela dados preocupantes concernentes à situação dos profissionais da comunicação social e a realidade é mais agravante entre os profissionais que operam nos órgãos privados e comunitários”, afirmou.

O estudo revela que quase 90% dos profissionais dos órgãos privados auferem menos de 150 euros por mês, não têm contratos de trabalho e que 71% não faz descontos para a segurança social.

“Factos que colocam em risco os princípios da independência e objetividade no jornalismo guineense. A situação é mais desfavorável relativamente à camada feminina, apenas 22% dos profissionais são mulheres e apenas dois órgãos privados têm mulheres líderes”, salientou a presidente da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social.

Paula Melo considerou que os dados “refletem a posição irrelevante das mulheres nos media guineenses”.

“A situação da liberdade de imprensa e de expressão continua a ser um desafio”, salientou Paula Melo, no final da apresentação do estudo, exortando as autoridades guineenses a assumirem as suas responsabilidades não só através da garantia de segurança aos profissionais, mas também com programas de subvenção partindo do pressuposto que a informação é um bem público.

O embaixador de Portugal, José Velez Caroço, destacou que a função desempenhada pelos órgãos de comunicação social é “fundamental”.

“A informação, o direito à informação, a busca da informação, da boa informação, é algo absolutamente vital nas sociedades modernas hoje em dia para um bom debate público, para uma boa participação cívica, e simultaneamente esse direito é também um dever de quem presta essa informação que deve ser boa, objetiva, verdadeira e correta”, afirmou o embaixador, para quem o relatório é “extremamente útil” para promover o debate “que se quer”.

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