Comissário do MNE acusa EUA de politizar vírus - Plataforma Media

Comissário do MNE acusa EUA de politizar vírus

O Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China em Macau, Liu Xianfa, acusou os Estados Unidos da América de efectuarem uma campanha de politização em torno da investigação sobre as origens do vírus, que provoca a COVID-19, e assinalou que, a “manipulação política anticientífica” colocou “a arrogância dos políticos acima das leis científicas”.

Num texto de opinião enviado à TDM e publicado na imprensa de Macau em chinês, português e inglês, Liu Xianfa frisou que o relatório do Gabinete do Diretor de Inteligência dos EUA, publicado no final de Agosto, caluniou erroneamente a China ao dizer que Pequim “continua a atrapalhar a investigação global, resiste em compartilhar informação e a culpar outros países” sobre as origens da Covid-19.

No entender do Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o rastreamento da origem da COVID-19 pelos serviços de informações norte-americanos estabelece um “péssimo precedente de politização daquilo que deveria ser uma investigação científica”.

“O rastreamento da COVID-19 é uma questão complexa da ciência que deve e só pode ser realizado por cientistas de todo o mundo por meio cooperativo de pesquisas. O presidente Biden exigiu que as conclusões fossem feitas em 90 dias, o que é uma manipulação política anticientífica que coloca a arrogância dos políticos acima das leis científicas”, escreveu Liu Xianfa.

No artigo de opinião, Liu Xianfa devolveu acusações recordando que o Gabinete do Diretor de Inteligência dos EUA ao substituir a ciência pela politica pretende “tornar falsidades em verdade ignorando, por exemplo, a conclusão de que uma fuga de laboratório como origem da nova pandemia é extremamente improvável”.

O comissário recordou ainda que a China é também uma vítima do novo contexto pandémico e que, por isso, é necessário que seja identificada a origem do vírus e interrompida a sua transmissão, razão pela qual Pequim sempre apoiou um rastreamento com base científica e aceitou uma investigação levada a cabo por especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) “num espírito de abertura, transparência e cooperação”.

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