Franchising contraria expectativas e expande-se em ano de pandemia - Plataforma Media

Franchising contraria expectativas e expande-se em ano de pandemia

A evolução positiva é esperada também para o ano em curso, com a associação setorial a esperar que a atividade venha a contribuir para a economia com 7% do PIB.

Apesar da pandemia, não falta quem continue a investir e abrir lojas em Portugal. Só na área do franchising, em 2020, foram contabilizadas 159 inaugurações, um valor que, mesmo inferior ao do ano anterior, quando surgiram 273 novas unidades neste segmento, não deixa de surpreender pela positiva. “Estávamos à espera de um contexto de decréscimo e, afinal, não só o setor não estagnou, como continuou a crescer”, diz a CEO da Associação Portuguesa de Franchising (APF). A ambição de Cristina Matos é fechar 2021 com o franchising a contribuir com 7% do PIB.

Segundo os dados de 2019, o franchising representou 30 mil empresas e assegurou emprego a quase 200 mil trabalhadores, distribuídos por 557 marcas distintas. Geraram, então, um volume de negócios de 11 mil milhões de euros, mais três mil milhões do que em 2018. Representavam 2,3% do tecido empresarial e 5,8% do PIB. Dados de 2020 ainda não há, mas Cristina Matos acredita, com base no inquérito realizado junto dos associados, que o franchising “continua a afirmar-se como a melhor forma de empreender, incluindo em momentos de crise”.

Não quer isso dizer que não houve quem fechasse portas. Foram foi em número inferior às novas aberturas. Os dados do inquérito indicam que houve 51 unidades que encerraram, mas Cristina Matos garante que, na sua esmagadora maioria, se tratava de empresas que já se encontravam “muito debilitadas” e que a pandemia veio ditar o seu fim. Curiosamente, a maior parte dos encerramentos aconteceu no setor das obras/arquitetura, que representou 24% das novas aberturas em 2020.

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