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ONG fala de agressões em marcha de Luanda, polícia diz que houve apenas 13 retidos

A Organização Não Governamental (ONG) Friends of Angola afirmou hoje ter recebido denúncias de detenções e agressões na marcha do desemprego em Luanda, o que a polícia nega, afirmando terem sido “retidas” 13 pessoas que ficaram em liberdade.

Segundo a Friends of Angola (FoA), vários cidadãos que aderiram à manifestação em Luanda alegam ter sido agredidos por supostos agentes da Polícia Nacional incluindo um elemento da organização, que terá sido “submetido a uma tortura física” e ficado com o telemóvel apreendido.

Contactado pela Lusa, o porta-voz do comando provincial de Luanda, Nestor Goubel, negou quaisquer atos de violência por parte da polícia, confirmando, no entanto, terem sido levados para a esquadra 13 manifestantes.

“Não foram detidos, foram retidos. Foram levados por que impediram o trânsito, fizeram barreiras e arremessaram objetos”, afirmou, garantindo que ninguém foi agredido nem houve feridos entre manifestantes ou polícias.

“A manifestação é um direito de cidadania e nós respeitamos, nós fizemos o nosso trabalho e foi um belo exemplo de democracia. As pessoas foram levadas à esquadra, tivemos uma conversa pedagógica e foram libertadas”, acrescentou o responsável.

No comunicado enviado à Lusa, a FoA apela ao Governo de Angola e comando provincial de Luanda da Polícia Nacional para que “oriente os seus efetivos a terem em conta o respeito pelos direitos dos cidadãos envolvidos” e pedem a devolução do telemóvel.

Exigem ainda às autoridades angolanas a abertura de uma investigação que visa responsabilizar judicialmente os autores e mandantes das agressões.

No sábado, centenas de pessoas, sobretudo jovens, saíram às ruas exigindo o cumprimento da promessa eleitoral do presidente João Lourenço de criar 500 mil empregos e em protesto contra a degradação das condições de vida.

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