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Católica quis banir máscaras, mas já recuou

recomendação seguia as indicações da Direção Geral de Saúde e era válida para todos os alunos, professores e funcionários. Todavia, depois de encontros entre os vários departamentos e estudantes de Macau, estes receberam autorização para utilizar máscaras. 

Os estudantes de Macau que frequentam a Universidade Católica de Lisboa queriam usar máscaras de proteção nas salas de aula, mas foram pressionados para não o fazer. Segundo apurou o PLATAFORMA junto desta comunidade estudantil, um dos professores terá mesmo dito aos alunos para não estarem de máscara nas aulas e para saírem caso insistissem em utilizá-las. 

“Foi recomendado a todos os alunos, docentes e colaboradores que não usem máscara, conforme indicações da Direção Geral de Saúde (DGS)”, informou a Reitoria através da responsável de comunicação, Maria Inês  Romba. 

Fonte da comunidade estudantil de Macau avançou ao PLATAFORMA que chegou a estar prevista uma reunião entre estes alunos e a Universidade, mas Inês Romba assegurou a Reitoria não tinha qualquer encontro agendado “com esse grupo de alunos”. No entanto, “os alunos estão em contacto com as direções das Faculdades e a ser acompanhados”, disse. Desses contactos, adiantaram alunos de Macau ao PLATAFORMA, resultou autorização para poderem voltar a utilizar as máscaras.

Campanha defende chineses

A autarquia lançou um folheto em português e mandarim com o slogan “Lisboa informada, mais saúde menos discriminação” para combater a ideia de que não é seguro ir a restaurantes ou lojas chinesas. A quebra nos negócios da comunidade foi de 50 por cento, segundo o presidente da Liga dos Chineses em Portugal, Y Ping Chow. 

A distribuição do folheto pelas escolas, serviços, juntas de freguesia e comunidade chinesa será feita em colaboração com a Liga dos Chineses em Portugal e a Embaixada da China”, acrescentou. No folheto pode ler-se: “Não existe particular risco de contágio ao receber cartas ou encomendas da China. Pode fazer compras numa loja chinesa. É seguro comer em restaurantes chineses”. 

Entretanto, queixas de estudantes do território relativas à situação que vivem em Portugal estão a ser canalizadas para a Delegação Económica e Comercial de Macau (DECM), em Lisboa, chefiada por Alexis Tam, antigo secretário dos Assuntos Sociais e Cultura. Contactada, a DECM respondeu apenas: “estamos a verificar a situação”. Já os estudantes reafirmaram ao PLATAFORMA continuarem à espera de um encontro com responsáveis da DECM para debater diversos assuntos.

Rute Coelho com Jonhson Chao 13.03.2020

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