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Presidente da Associação de Pais critica forma como Acácio de Brito foi afastado da Escola Portuguesa de Macau

O presidente da Associação de Pais da Escola Portuguesa de Macau (EPM) manifestou esta quinta-feira a sua discordância com o modo como foi anunciada e conduzida a saída de Acácio de Brito do cargo de diretor da instituição, considerando que a forma como a decisão foi comunicada deixou a comunidade educativa surpresa e sem respostas claras.

Em declarações à comunicação social local, a direção da associação descreveu como “estupefacção” a reação dos encarregados de educação à notícia de que Acácio de Brito, que tinha sido recentemente reconduzido como diretor pela direção da escola, iria ser transferido para liderar a Escola Portuguesa de Luanda, em Angola.

A associação de pais lamentou que a comunicação tenha sido feita durante as celebrações do Dia de Portugal na Região Administrativa Especial de Macau, um evento tradicional que junta diversas comunidades, quando a atenção de muitos estava voltada para outras atividades comemorativas.

O anúncio da saída de Acácio de Brito foi feito pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, Fernando Alexandre, que participava nas cerimónias oficiais, e surpreendeu muitos dos pais e encarregados de educação da escola. Até ao momento, não foi divulgado um nome oficial para substituir o diretor na direção da EPM.

Leia mais: Já há um nome para suceder a Acácio de Brito na EPM. O que falta decidir na escolha do próximo diretor

A Escola Portuguesa de Macau, instituição com cerca de 700 alunos e um papel central na manutenção do ensino em língua portuguesa na região, tem enfrentado nos últimos anos diversas polémicas relacionadas com gestão interna e estrutura de professores, mas a saída abrupta de um diretor considerado por muitos como figura estabilizadora reacende preocupações sobre transparência e participação da comunidade educativa nas decisões estratégicas da escola.

Representantes da associação de pais afirmaram esperar um diálogo mais aberto entre a direção da escola, a Fundação Escola Portuguesa de Macau e as famílias, com vista a restabelecer confiança e clarificar os critérios usados para a nomeação e substituição dos responsáveis máximos da instituição.

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