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Surto mais controlado Vida rumo à normalidade

último paciente a ser diagnosticado com o novo Coronavírus em Zhuhai, cidade da província de Guangdong fronteiriça a Macau, recebeu alta na passada terça-feira. Até ao fecho desta edição Zhuhai estava no 23º dia consecutivo sem registar novos casos da Covid-19.

Segundo as autoridades, a situação em Zhuhai, bem como em toda a província de Guangdong, tem dado “sinais positivos”.

O Governo provincial anunciou no início desta semana que o número de novos casos confirmados tem-se mantido inferior à dezena, desde meados de fevereiro.

As autoridades adiantaram que desde o final de fevereiro, o número de casos diários confirmados tem variado entre 0 e 1. 

Os pacientes internados em Shaoguan, Heyuan, Huizhou, Shanwei, Jiangmen, Yangjiang, Zhanjiang, Maoming, Zhaoqing, Qingyuan, Chaozhou, Jieyang, Zhuhai e outras 13 cidades receberam, todos, alta.

A taxa de pacientes com alta na província representa 93,3 por cento do total de casos positivos. 

“Ainda assim, a situação atual continua a ser preocupante”, alertou um dirigente da Comissão de Saúde de Guangdong. 

“Devido à extensão do surto a nível mundial, a província de Guangdong relatou já três casos importados. O surto ainda não foi derrotado”, avisou.

Em Zhuhai, escolas e lugares lúdicos, cobertos, continuam fechados e as áreas residenciais estão ainda interditas a não residentes. Porém, desde o passado dia 01, pequenas lojas e alguns shoppings têm retomado atividade.

Os restaurantes começaram também a abrir as portas, mas ainda de forma condicionada. É medida a temperatura dos clientes à entrada e o número de mesas nas salas não pode exceder metade da lotação normal. A distância entre as mesas não pode ser inferior a um metro e cada uma tem de ter o registo pessoal de um dos clientes.

Os regulamentos obrigam as empresas de serviços a estar equipadas à entrada, designadamente com spray, gel e toalhetes desinfetantes.

Com o aumento da capacidade de produção de máscaras, o Governo  de Zhuhai abriu uma nova plataforma de venda na rede social WeChat. 

Desde o passado domingo a encomenda de máscaras está aberta a pessoas que vivam ou trabalhem em Zhuhai. As máscaras são compradas através de um sorteio, com uma taxa de escolha entre 1:13 e 1:5. Os sorteados podem encomendar cinco máscaras, entregues na morada através de envio EMS. O custo total é de 14 RMB.

A rede de transportes públicos, assim como os táxis, começaram a regressar à atividade. 

Recuperação económica

Desde o mês passado que a prioridade é o regresso ao trabalho para reiniciar a produção. Guangdong é uma das principais províncias chinesas em termos de produção e comércio internacional, assim como parte essencial da cadeia de produção global. Na província são fabricados cerca de metade dos smartphones, um terço dos LCDs e 30 por cento dos aparelhos de ar condicionado a nível global. O reinício da produção é não só um imperativo do Governo e das empresas, como também uma necessidade da cadeia de produção mundial. 

Desde o início de fevereiro que as autoridades de Guangdong têm promovido o reinício de atividades de trabalho e produção, com algumas cidades a fretarem comboios de alta velocidade para trazerem os funcionários de volta ao trabalho. 

Ao mesmo tempo, os governos municipais têm procurado lançar incentivos para atrair novos trabalhadores. Em Zhuhai, por exemplo, foi introduzida uma nova política que determina que durante todo este mês, as empresas “devem organizar formas para que os funcionários regressem ao local de trabalho, recompensando quem o fizer com um subsídio de 1.000 RMB. Durante o período, o subsídio para novas contratações subirá de 500 RMB por trabalhador para 1.000 RMB.”

Cerca de 10,4 milhões de trabalhadores migrantes na província de Guangdong viajaram para casa das famílias antes do Ano Novo Chinês. As autoridades previam que cerca de 9,6 milhões regressariam à província após as festividades. Todavia, após rebentar o surto e devido ao diferente grau de gravidade em cada uma das províncias, as medidas de controlo apresentaram falhas. 

Como noticiou o jornal Southern Weekly, a província de Henan, por exemplo, não comunicou o cancelamento de restrições à circulação em autoestradas e estradas rurais até 21 de fevereiro.

A epidemia colocou um grande número de pequenas e médias empresas à beira da crise. Segundo uma sondagem da Universidade de Pequim e da Universidade de Tsinghua a cerca de 1.000 negócios, entre as pequenas empresas um terço só tem capital suficiente para quatro semanas e outro terço para dois meses. 

A tudo isto junta-se uma série de restrições à livre circulação de pessoas no país. Aliás, para as autoridades, controlar o fluxo de pessoas durante o surto é um dos pontos críticos para a recuperação económica. 

 

Wendi Song 13.03.2020

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