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Macau alarga reconhecimento por íris a trabalhadores migrantes e estudantes. O que muda nas passagens fronteiriças

Os trabalhadores migrantes e estudantes universitários internacionais passam a poder utilizar o reconhecimento por íris nas fronteiras de Macau. A medida alarga um sistema já usado por centenas de milhares de residentes e reforça a aposta na automatização das passagens

Lusa - Macau

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou o alargamento do Sistema de Recolha de Dados Biométricos, “para elevar a eficiência nas passagens fronteiriças”.

O sistema, que permite usar a íris para atravessar canais eletrónicos automáticos nas fronteiras, passa a estar disponível para estudantes não chineses que frequentam instituições de ensino superior em Macau e para trabalhadores sem estatuto de residente.

A maioria dos portugueses que emigraram para Macau nos últimos dois anos – desde que a região restringiu os pedidos de residência para portugueses, em agosto de 2023 – chegou com autorização de trabalho.

O número de trabalhadores migrantes de nacionalidade portuguesa que chegaram à região passou de 39 em 2023 para 78 no ano passado, de acordo com dados da PSP, disponibilizados à Lusa.

Leia também :Menos portugueses emigram para Macau e maioria tem vínculo precário

Esta autorização está limitada ao vínculo laboral, sem os benefícios dos residentes, nomeadamente ao nível da saúde ou da educação, e, em caso de despedimento, o trabalhador tem apenas oito dias para sair de Macau.

A PSP disse que o reconhecimento por íris é “rápido e higiénico durante todo o processo, sendo que a eficiência global da verificação é um a dois segundos mais rápida do que a verificação por impressões digitais”.

O serviço de passagem fronteiriça via reconhecimento da íris foi oficialmente lançado em outubro de 2023, inicialmente destinado apenas aos residentes de Macau, de acordo com a polícia.

Até ao momento, nos seis postos fronteiriços de Macau – as Portas do Cerco, a Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau, os terminais marítimos do Porto Exterior, do Porto Interior e da Taipa, e o Aeroporto Internacional de Macau – há um total de 152 canais de passagem automática via reconhecimento da íris de segunda geração.

A PSP disse que, até no fim de maio, mais de 340 mil residentes de Macau efetuaram o registo da íris e utilizaram o serviço mais de 35 milhões de vezes nas passagens fronteiriças.

Em janeiro, a polícia tinha também anunciado que os nacionais de 82 países, incluindo Portugal, Brasil e Cabo Verde, vão poder usar canais eletrónicos automáticos para entrar na China continental através da maior ponte marítima do mundo.

A medida, que cobre a fronteira que liga Macau à cidade vizinha de Zhuhai, parte da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, abranger todos os cidadãos dos 82 países isentos de visto de entrada na cidade.

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