Num comunicado divulgado esta quinta-feira, a operadora angolana refere que “não pode deixar de notar a coincidência temporal entre o incidente e a véspera do início da negociação das ações”, admitindo que essa hipótese faz parte das linhas de investigação em curso.
O ataque afetou os serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet em todo o território nacional, deixando clientes particulares e empresariais com limitações de acesso. A empresa esclareceu, contudo, que os serviços fixos de telecomunicações suportados por fibra ótica e feixes hertzianos permaneceram em funcionamento.
Segundo a UNITEL, as equipas técnicas e de cibersegurança ativaram de imediato os protocolos de resposta e contenção, estando atualmente o incidente “controlado”. A operadora garante que foram mobilizados todos os recursos disponíveis para a reposição total dos serviços.
A recuperação da rede móvel começou de forma gradual na quarta-feira, a partir das 11h45, com a reposição parcial dos serviços de voz, dados e Internet em várias províncias, incluindo Luanda, Bengo, Benguela, Huambo, Huíla, Namibe e Malanje.
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A empresa prevê a normalização progressiva dos serviços nas restantes zonas do país e admite que este foi o maior incidente informático enfrentado até agora pela operadora, apesar dos sistemas de proteção existentes, dos planos de continuidade de negócio e dos mecanismos permanentes de monitorização de ameaças.
A UNITEL mantém em investigação as causas do ataque, incluindo a possibilidade de uma tentativa externa de interferir no processo de admissão das suas ações à negociação na bolsa angolana.
A entrada da operadora na BODIVA representa um momento estratégico para a empresa, que pretende disponibilizar parte do seu capital ao mercado de capitais angolano, num processo acompanhado de perto pelo setor financeiro e tecnológico do país.