De acordo com o gabinete do procurador do condado de Sarpy, cujos detalhes foram divulgados na quarta-feira, Smith terá ameaçado matar a esposa caso esta não regressasse a casa consigo, após uma discussão num bar na cidade de Gretna. As autoridades alegam ainda que o lutador a agarrou e a forçou a entrar no veículo.
Segundo a investigação, durante a viagem, a mulher conseguiu escapar do automóvel. No entanto, os investigadores concluíram que Anthony Smith terá tentado, por diversas vezes, atropelá-la, embora a vítima tenha conseguido desviar-se e evitar ferimentos.
Na sequência dos acontecimentos, foi emitido um mandado de detenção. O atleta, de 38 anos, entregou-se posteriormente às autoridades.
Leia mais: Estrela do UFC Dustin Poirier detido no aeroporto, após confronto com polícia (com vídeo)
Smith enfrenta atualmente três acusações criminais graves: agressão doméstica em primeiro grau, ameaças terroristas e privação ilegal de liberdade em primeiro grau. Na audiência inicial, realizada esta semana, foi-lhe fixada uma caução de 500 mil dólares (cerca de 430 mil euros), ficando ainda proibido de contactar ou aproximar-se da mulher. A próxima sessão do processo está marcada para 17 de agosto.
Até ao momento, Anthony Smith não fez qualquer comentário público sobre o caso. Atualmente, Smith desempenha funções como analista das transmissões do UFC, depois de ter deixado de competir regularmente na organização. Ainda assim, regressou da reforma em abril para disputar um combate na promotora Gamebred Bareknuckle MMA.
Ao longo da carreira no UFC, onde realizou 25 combates, Anthony Smith destacou-se sobretudo pelo desafio ao título dos meio-pesados frente a Jon Jones, no UFC 235, em março de 2019, combate que perdeu por decisão unânime dos juízes. Entre as vitórias mais importantes da carreira contam-se triunfos sobre Alexander Gustafsson, Maurício Rua e Rashad Evans.