A data nasceu no início da década de 1990, na sequência de uma iniciativa internacional criada para reforçar a proteção, promoção e apoio à amamentação em todo o mundo. O marco principal foi a criação da Semana Mundial do Aleitamento Materno, lançada em 1992 pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
A escolha do início de agosto está ligada à Declaração de Innocenti, assinada a 1 de agosto de 1990 em Florença, Itália. Este documento foi resultado de uma reunião organizada pela OMS e pela UNICEF e definiu compromissos internacionais para aumentar as taxas de amamentação e criar condições que permitissem às mulheres amamentar com segurança e apoio.
A partir daí, o dia passou a ser celebrado anualmente em vários países, tornando-se uma das principais campanhas mundiais de promoção da saúde infantil.
A importância do leite materno
Segundo a OMS e a UNICEF, o leite materno é considerado o alimento ideal para os recém-nascidos, fornecendo os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento durante os primeiros meses de vida.
A amamentação ajuda a proteger os bebés contra várias doenças, incluindo infeções respiratórias, gastrointestinais e algumas alergias. Também contribui para o desenvolvimento do sistema imunitário e estabelece uma ligação emocional entre a mãe e a criança.
Para as mães, o aleitamento materno pode trazer benefícios como a recuperação mais rápida após o parto e a redução do risco de algumas doenças, incluindo determinados tipos de cancro e problemas cardiovasculares.
Uma campanha além da alimentação
O Dia Mundial da Amamentação não pretende apenas incentivar a prática, mas também chamar a atenção para os obstáculos que muitas mulheres enfrentam, como a falta de apoio familiar, dificuldades no regresso ao trabalho, ausência de espaços adequados para amamentar ou falta de acompanhamento especializado.
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A campanha defende que a amamentação deve ser uma escolha informada e apoiada, garantindo que todas as mães tenham acesso a informação correta e a condições adequadas para decidir como alimentar os seus filhos.
O papel dos hospitais e das políticas públicas
Ao longo das últimas décadas, várias iniciativas foram criadas para apoiar o aleitamento materno, incluindo a Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés, lançada pela OMS e pela UNICEF, que promove boas práticas nas maternidades, como o contacto pele com pele logo após o nascimento e o apoio à amamentação desde as primeiras horas de vida.
A promoção do aleitamento materno faz parte das estratégias de saúde pública, com ações desenvolvidas por profissionais de saúde, maternidades e centros de saúde.
Os desafios atuais
Apesar dos benefícios reconhecidos, as taxas de amamentação continuam a variar muito entre países. Organizações internacionais alertam que muitas mães deixam de amamentar mais cedo do que desejariam devido à falta de apoio, informação ou condições sociais e profissionais.
Por isso, todos os anos, o Dia Mundial da Amamentação tem um tema específico, procurando chamar a atenção para diferentes aspetos relacionados com a proteção da maternidade, igualdade de oportunidades e saúde infantil.
Mais do que celebrar uma prática natural, esta data pretende lembrar que amamentar depende também das condições criadas pela sociedade para apoiar mães e bebés nos primeiros meses de vida.