2015: A primeira privatização
O Governo liderado por Pedro Passos Coelho vende 61% da TAP ao consórcio Atlantic Gateway, de David Neeleman e Humberto Pedrosa, mantendo o Estado uma participação minoritária.
2016: Estado recupera o controlo
Com a chegada do Governo de António Costa, o Estado aumenta a sua posição para 50%, passando a partilhar o controlo da transportadora com os privados.
2020: Pandemia leva à nacionalização
A crise provocada pela covid-19 agrava a situação financeira da TAP. O Estado compra a posição da Atlantic Gateway e passa a deter praticamente a totalidade da companhia, iniciando um processo de nacionalização.
2021: Bruxelas aprova plano de reestruturação
A Comissão Europeia dá luz verde ao plano de reestruturação da TAP, que prevê uma injeção pública de 3,2 mil milhões de euros, cortes de custos, redução da operação e milhares de saídas de trabalhadores.
2023: Arranca nova privatização
O Governo aprova a venda de até 49,9% do capital da TAP, mantendo o Estado como acionista maioritário. O objetivo passa por encontrar um parceiro estratégico para reforçar a competitividade da empresa.
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2025: Novo modelo de venda
Após a mudança de Governo, o Executivo mantém o processo de privatização, definindo critérios como a preservação do hub de Lisboa, da marca TAP, dos postos de trabalho e da ligação aos mercados estratégicos.
29 de julho de 2026: Propostas finais
Termina o prazo para a entrega das propostas vinculativas. Os grupos Lufthansa e Air France-KLM são os principais candidatos à compra dos 49,9% da companhia.
Setembro de 2026: Decisão esperada
O Governo pretende escolher o comprador até setembro. Depois da decisão política, o negócio terá ainda de ser analisado pelas autoridades europeias da concorrência antes de poder ser concluído.
Se o calendário previsto for cumprido, a venda marcará o início da saída definitiva da TAP da esfera pública, encerrando um dos processos mais longos e polémicos da aviação portuguesa.