O número de profissionais afetos à rede de saúde mental de Macau aumentou 4% nos últimos seis meses, anunciou a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, durante uma intervenção na Assembleia Legislativa.
A responsável fez um balanço das medidas de reforço da prevenção e acompanhamento de problemas de saúde mental, destacando a consolidação dos quatro níveis de prevenção e o aumento da capacidade de resposta dos serviços.
Entre as principais medidas está o reforço dos centros de apoio emocional comunitários, cuja capacidade de atendimento mais do que duplicou, passando para cerca de 10 mil vagas após uma auscultação junto das associações locais.
O Governo de Macau tem vindo a apostar numa abordagem mais comunitária da saúde mental, com o objetivo de facilitar o acesso a apoio psicológico e reduzir o estigma associado aos problemas emocionais. Os Serviços de Saúde têm defendido uma integração maior entre cuidados especializados, centros de saúde e instituições sociais.
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A estratégia inclui também canais de apoio permanente, como a linha aberta de apoio emocional de 24 horas, criada pelos Serviços de Saúde em conjunto com entidades ligadas à juventude, para prestar aconselhamento psicológico à população.
O Lam sublinhou que o reforço dos recursos pretende melhorar a prevenção, a intervenção precoce e o acompanhamento de residentes que enfrentam dificuldades emocionais ou psicológicas.
A saúde mental tem sido uma das áreas prioritárias das políticas públicas de Macau, com iniciativas integradas no plano de promoção de uma “comunidade saudável” e no desenvolvimento de redes de apoio mais próximas da população.