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Carregado de ansiedade (II)

A 11ª ronda de negociações comerciais entre os EUA e a China terminou sem qualquer resultado nem nenhuma data marcada para a próxima sessão, porém parece ter sido construtiva. Os EUA calcularam erradamente os frutos desta reunião, decidindo voltar a falar sobre a imposição de tarifas em 200 mil milhões de dólares de produtos, ou em relação às tarifas sobre os restantes 320 mil milhões de produtos chineses. O presidente americano salientou que estas tarifas são claramente negativas para a China e benéficas para os EUA, mencionado o facto de a economia dos EUA ter demostrado um crescimento de 3,2 por cento no primeiro trimestre deste ano. No entanto, o mesmo não afirmou que este crescimento se deveu ao aumento de impostos no ano passado, nem mencionou o pânico causado pela recente descida no mercado da bolsa. Todas estas afirmações refletem apenas a ansiedade dos EUA em relação ao facto de não ter sido elaborado nenhum acordo para a resolução da guerra comercial sino-americana. Trump parece preocupado porque o próprio sabe que ao longo deste ano a China esteve em contínua evolução, e que este conflito apenas impulsionou um aceleramento na política de abertura e reforma chinesa. Os aliados americanos também parecem ter mudado, e a União Europeia, um dos mais importantes, apresenta agora uma nova atitude em relação à China, com vários países europeus a aceitar sem qualquer problema o crescimento chinês. Trump sabe também que com estas mudanças sobre as políticas europeias em relação à China, a forma como a região interage com os EUA irá mudar. Ao longo do último ano a União Europeia tem criticado a saída americana de vários acordos multilaterais, mais recentemente criticando a saída americana do acordo nuclear com o Irão e a implementação de um bloqueio sobre a importação de petróleo iraniano, tal como assumindo uma posição diferente da americana em relação à empresa Huawei.

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David Chan 17.05.2019

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