Os temas diários focam-se sobretudo na necessidade de atrair visitantes para as zonas comunitárias locais e incentivar o consumo nos estabelecimentos comerciais em cada bairro específico de Macau. Não estão aqui em causa os bairros históricos com valor patrimonial, como o Largo do Senado. É a “baixa da cidade”. Nem o Templo de Á-Má, com o Museu Marítimo e restauração e eventos pontuais. Ou a Vila da Taipa, com o seu charme arquitetónico e atrações do lado do COTAI.
Estamos a falar de zonas específicas como o ZAPE. Deixou de ser uma zona com vida noturna e com Jogo. De repente, queremos atrair visitantes àquela zona onde as grandes atrações são farmácias e lojas de penhores. O esforço de haver eventos pontuais é louvável mas continuamos com um comércio visível deste tipo de negócios. O ZAPE é apenas um exemplo. Existe um apelo forte da sociedade em como o governo pode melhor apoiar os residentes para reformularem os seus negócios nestas zonas.
Ao apressar a presença de visitantes numa zona onde não existe quase nada de atrativo, pode igualmente não beneficiar a imagem turística de Macau. O apelo vai mais longe. Apoios e incentivos para reformular o tipo de negócios que se adapte às novas realidades dos residentes e dos turistas, sem nunca perder a marca de Macau e as suas características.
Fala-se em definir zonas dedicadas, por exemplo, a zona “A” dedicada a lojas características, cultura local, artes e música, a zona “B” com marcas internacionais e de investimento externo, a zona “C” com atrações noturnas, ou uma zona “D” dedicada às atividades da sociedade civil. Ao definir a intenção em cada zona com uma consulta pública, torna-se mais claro o que se pretende, e injetar apoios e incentivos (incluindo o apoio das concessionárias) para a reformulação destes negócios no futuro.
Falou-se há muito haver também uma feira popular nas marginais, a recriação dos juncos chineses de Macau com passeios na baía de Sai Van, ou a criação de uma “Macau dos Pequenitos”, como o que existe em Portugal com “Portugal dos Pequenitos”, podendo estender o comércio local com características das culturas macaense e portuguesa.
É altura de repensar se estamos mais focados em impulsionar Hengqin ou eventos pontuais para selfies ou ajudar verdadeiramente os negócios dos residentes em Macau.