Minas mortíferas - Plataforma Media

Minas mortíferas

Segundo a agência France Press, os acidentes nas minas chinesas, consideradas as mais perigosas do mundo, causaram a morte de 931 pessoas em 2014, uma diminuição de 11% com relação ao ano anterior, segundo dados oficiais. O balanço de 2013 tinha sido de 1.049 mortos. Foram 171 mortes em acidentes em 2015, segundo números oficiais. Falta de segurança em jazidas é uma denúncia recorrente no país asiático.

A China é o maior consumidor mundial de carvão e por vezes as suas minas são notícia por não cumprirem as regulações de segurança, apesar de nos anos recentes as autoridades terem encerrado algumas numa tentativa de melhorar as condições.

Diante do excesso de capacidade industrial, principalmente nos setores de carvão e de aço, a segunda maior economia do mundo propôs fechar neste ano mais de mil minas de carvão obsoletas, com uma produção total de 60 milhões de toneladas.

A medida também busca combater a poluição que afeta grande parte do país. O carvão, que é altamente poluente, é a principal fonte de energia da China.

20/7/2015

Seis mineiros resgatados após sete dias encurralados

Seis homens foram resgatados de uma mina de carvão inundada, após sete dias presos no subterrâneo. Cinco continuavam encurralados.

Outros cinco trabalhadores continuavam presos na mina de carvão em Hegang, na província de Heilongjiang, no norte do país.

A mina inundou, em consequência de fortes chuvas, no dia 20 de julho, encurralando 15 trabalhadores.

25/12/2015

Mineiros são resgatados após 36 dias em mina subterrânea na China

Após 36 dias presos, quatro chineses foram resgatados de uma mina na província de Shandong. Os mineiros estavam presos desde o dia 25 de dezembro, quando o forte acidente ocorreu.

Ao todo, o grupo era formado por 29 trabalhadores. Onze foram resgatados poucos dias após o acidente, um morreu e 13 continuam desaparecidos. Os mineiros resgatados nesse fim de semana estavam a mais de 200 metros de profundidade.

Grupos de resgate retiraram os sobreviventes por dois túneis e o primeiro mineiro saiu dentro de uma cápsula.

Dois dias após o colapso da mina, o proprietário, Ma Congbo, morreu afogado em um aparente suicídio. Quatro altos funcionários foram demitidos.

Quatro mineiros foram resgatados depois de passarem 36 dias presos sob a terra, no desabamento da mina onde trabalhavam.Primeiramente foi divulgado o resgate de um único mineiro. O canal chinês CCTV mostrou o momento em que o sobrevivente chegou à superfície. Em seguida, ele foi levado ao hospital, segundo a BBC.

A mina de gipsita desabou em Shandong em dezembro de 2015. Os quatro, que estavam soterrados desde 25 de dezembro, foram resgatados através de túneis escavados após terem sido detectados sinais de que havia sobreviventes no dia 30 de dezembro.

O colapso da mina foi de tal magnitude que gerou um tremor de terra equivalente a um sismo de magnitude 4.

Segundo a agência estatal Xinhua, as equipas de resgate escavaram mais de 200 metros, mas ainda não conseguiram encontrar sobreviventes, apesar de terem conseguido contactar com quatro dos mineiros, que estariam “em situação estável” e receberam abastecimentos de comida, roupa, medicamentos e lanternas.

As equipas de resgate continuaram os trabalhos para tentar libertar 17 mineiros, sem que ainda se conheçam as causas do acidente.

As equipas de socorro conseguiram resgatar vários mineiros com vida e escavaram um túnel para tentar alcançar outros trabalhadores.

A partir deste túnel estão a tentar fazer chegar água e comida aos mineiros presos nas entranhas da terra, explicou uma fonte oficial.

A operação de busca e salvamento envolve mais de 700 elementos dos serviços de emergência.

O acidente aconteceu a 25 de dezembro numa mina de gesso na zona de Pingyi, onde estavam 29 pessoas, das quais 11 escaparam, uma morreu e as restantes continuaram presas debaixo de terra, sem que se conheça a sua situação, à exceção dos quatro com quem foi possível contactar.

O resgate foi lento devido à complicada “situação geológica” da zona e ao receio que se gere outro colapso na mina.

Após o início do resgate, o dono da mina, que começou por participar nas operações de apoio, suicidou-se dois dias depois.

O chefe do Partido Comunista, o governador e os subdiretores de Pingyi foram demitidos dos seus cargos e vários executivos ligados à exploração mineira estão sob investigação judicial.

O resgate destes homens, presos mais de 200 metros debaixo da terra, durou duras horas, pois foram levados à superfície um a um, segundo o canal público CCTV. As pessoas resgatadas têm entre 36 e 58 anos de idade.

Imagens deste canal mostravam socorristas aplaudindo quando os homens iam saindo, aparecendo cobertos com mantas e com os olhos vendados, antes de subir em ambulâncias.

Não tinham ferimentos importantes e puderam retornar aos seus lares , segundo Cao Qingde, número dois do hospital local em que eram atendidos.

24/03/2016 

Acidente deixa 19 mortos ; 110 sobrevivem

Dezanove pessoas morreram em um acidente numa mina de carvão no norte da China, na província de Shanxi.

O acidente ocorreu em uma mina da companhia Shanxi Datong Mine Group.

Outros 110 operários conseguiram escapar com vida de mina, onde 129 pessoas trabalhavam quando ocorreu o acidente. Causa ainda não foi esclarecida.

©IAN+TEH+-+0013

Governos têm de proteger os direitos dos trabalhadores

Uma empresa mineira no condado de Langao da província de Shaanxi, no noroeste da China, que não pagava os salários dos seus 180 trabalhadores há meses, levou a tribunal vários representantes dos trabalhadores quando estes exigiram o pagamento que lhes era devido. O tribunal local considerou-os culpados de perturbar a ordem pública. O Beijing Times comentou na quinta-feira:

Normalmente, quando nos deparamos com disputas sobre salários em atraso que são mediadas pelo governo, os assuntos tendem a ser resolvidos em favor dos trabalhadores. Desta vez, contudo, aconteceu o oposto.

A razão para tal requer, sem dúvida, investigação a um nível mais alto, pois embora a situação não seja clara, com base na informação disponível, o tratamento dos trabalhadores migrantes que não foram pagos por parte dos departamentos governamentais locais deixa algo a desejar.

O império da lei é uma parte importante da governação moderna. Para os governos ao nível de condado, é necessária uma abordagem racional ao problema persistente dos trabalhadores migrantes que não receberam os seus salários.

É preciso haver comunicação e coordenação ativas, e os direitos dos trabalhadores migrantes devem ser salvaguardados.

Aqueles envolvidos no caso em Langao têm de apresentar uma explicação razoável para o facto de os trabalhadores ainda não terem recebido a sua remuneração e alguns deles terem sido vitimizados, caso contrário a legitimidade das autoridades locais será posta em causa.

O império da lei significa a resolução de conflitos de acordo com a lei.

China irá aumentar a supervisão da segurança nas minas de carvão

As autoridades chinesas prometeram reforçar a aplicação da lei na supervisão da segurança nas minas de carvão, assim como proibir de forma rigorosa as minas de carvão suspensas de planear produção de forma independente.

Os departamentos de supervisão de segurança a diferentes níveis devem eliminar a capacidade de produção de carvão desatualizada e perigosa de acordo com a lei, aumentando também a supervisão sobre as suspensões e retomadas de produção para prevenir a produção ilegal, disse Huang Yuzhi, diretor-adjunto da Administração Estatal da Segurança no Trabalho e diretor da Administração Estatal da Segurança em Minas de Carvão, durante uma reunião na província de Anhui.

Huang também incitou os departamentos de segurança das minas de carvão a todos os níveis a cumprirem de forma rigorosa o seu dever nas inspeções de segurança nas minas.

Adicionalmente, no terceiro trimestre deste ano, a China irá publicar uma lista negra de indivíduos responsáveis por minas de carvão onde ocorreram acidentes graves. Aqueles presentes na lista serão desqualificados, acrescentou Huang.

74 acusados de homicídio e fraude em falsos acidentes mineiros

Procuradores na região autónoma da Mongólia Interior acusaram 74 arguidos de matar pessoas e usar os cadáveres para fazer alegações falsas sobre acidentes mineiros, afirmou a autoridade judicial regional.

O organismo de acusação da cidade de Bayannur na região afirmou que os arguidos engendraram alegações de desastres mineiros após assassinarem 17 pessoas em seis províncias e regiões autónomas, incluindo Shanxi, Hebei e Xinjiang, pedindo depois indemnização.

Após interrogarem os suspeitos e analisarem os materiais, factos e provas, os procuradores da cidade levaram o caso a tribunal, acusando os arguidos de homicídio, fraude, chantagem, ocultação de delitos e posse de lucros criminais. 

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