Início » Pedro Coito – O TRIUNFO DAS AMÉRICAS

Pedro Coito – O TRIUNFO DAS AMÉRICAS

À entrada para a jornada decisiva da fase de grupos, a tendência de que em Mundias disputados na América do Sul são conquistados por selecções desse mesmo continente. E que as equipas europeias atravessam dificuldades com o clima e a diferença horária, a somar ao facto de a competição ser realizada após uma época bastante cansativa.

A primeira surpresa deste Mundial foi talvez a maior delas todas, a eliminação da campeã mundial (e bi-campeã europeia) Espanha. Dois jogos, cento e oitenta minutos e uma grande desilusão para quem esperava que a equipa de Del Bosque voltasse a ser uma equipa em destaque. Acabou por sê-lo, mas pelas piores razões. A Holanda e o Chile confirmaram o bom momento, sendo que os chilenos continuam a apaixonar o mundo com o seu futebol pressionante, pensado e atacante. Sampaoli está claramente a aproveitar o Mundial para se mostrar aos fãs mais casuais.

A surpresa positiva vinda do Brasil é um pequeno país sem qualquer tradição no futebol mundial. A Costa Rica foi inserida num dos grupos mais complicados e acabou por sair por cima, estando já qualificada para os oitavos-final com um jogo por disputar. Depois de derrotarem o Uruguai (que voltou a entusiasmar, frente à Inglaterra, muito por culpa de Luís Suarez), os costa-riquenhos foram capazes de anular Pirlo e companhia de forma brilhante, derrotando os italianos com um golo que testou novamente (com sucesso) a tecnologia da linha de golo.

A equipa europeia que está a superar as expectativas, é a França. É certo que o grupo em que estão inseridos é considerado acessível, mas as duas exibições, particularmente frente à Suíça, onde vimos um Benzema estrondoso e um futebol de ataque rendilhado e muito interessante, fazem pensar que os franceses poderão ter uma palavra a dizer na luta pela final do Maracanã. Para já precisam de evitar a Argentina de Messi, já que La Pulga parece estar a abrir o livro, resolvendo os problemas que os seus colegas não conseguem. Dois jogos, dois golos decisivos.

Do outro lado do destaque está Cristiano Ronaldo. Outra exibição fraca, sua e de Portugal, deixaram a equipa de Paulo Bento à beira da eliminação, não sendo capazes de aproveitar o deslize alemão. O golo de Varela, já para lá da hora, deixa uma réstia de esperança, mas a saída na fase de grupos é o resultado mais expectável.

Algumas surpresas, grandes jogos, e uma tendência: A Europa desilude, a América floresce. Veremos como serão ordenados os jogos a eliminar porque aí é que tudo se decide. E se a qualidade se mantiver, este poderá ser um dos melhores Mundiais da História.

 

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website