No total, os pagamentos combinados do Industrial and Commercial Bank of China, China Construction Bank, Agricultural Bank of China, Bank of China, Bank of Communications e Postal Savings Bank of China deverão atingir cerca de 427,4 mil milhões de yuan (53,86 mil mihões de euros), um aumento de 1.6% face ao ano anterior, segundo cálculos com base nos planos de distribuição de lucros das instituições.
O ICBC e o CCB lideram, com dividendos superiores a 100 mil milhões de yuan (mais de 12 mil milhões de euros) cada. O ICBC prevê distribuir cerca de 110,6 mil milhões de yuan (13,8 mil milhões de euros), correspondendo a um rácio de distribuição de 30% e ao quinto ano consecutivo acima daquele patamar.
Já o CCB deverá pagar cerca de 101,7 mil milhões de yuan (12,6 mil milhões de euros), também com um rácio de 30%, prolongando a série para três anos.
O vice-presidente e presidente do ICBC, Liu Jun, afirmou que o banco poderá ajustar de forma dinâmica a política de dividendos e o planeamento de capital, em função das condições de mercado e da procura dos investidores.
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O Agricultural Bank of China e o Bank of China deverão distribuir, respetivamente, 87,3 mil milhões e 72,9 mil milhões de yuan (11 mil milhões e 9,2 mil milhões de euros), ambos mantendo um rácio de 30%. O primeiro registou o crescimento mais rápido nos dividendos entre os seis bancos.
O Bank of Communications e o Postal Savings Bank of China deverão pagar 28,7 mil milhões e 26,2 mil milhões de yuan (3,6 mil milhões e 3,2 mil milhões de euros), respetivamente.
A capacidade destas instituições para manter elevados pagamentos assenta no crescimento estável das receitas e em níveis robustos de capital. Em 2025, os seis bancos registaram receitas conjuntas de cerca de 3,6 biliões de yuan (453,8 mil milhões de euros), mais 2.3% em termos homólogos, enquanto o lucro líquido atribuível aos acionistas aumentou 1.7%, para 1,43 biliões de yuan (180,3 mil milhões de euros).
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O aumento consistente da remuneração aos acionistas ocorre num contexto em que os reguladores incentivam as empresas cotadas a reforçar a frequência e previsibilidade dos dividendos, ao mesmo tempo que os investidores procuram ativos geradores de rendimento num ambiente de taxas de juro baixas.
Os rácios de capital principal de nível 1 mantiveram-se sólidos, entre cerca de 10.5% e 14.6% no final do ano passado, segundo os resultados anuais, permitindo a continuidade das distribuições.
A rentabilidade média dos dividendos destes seis bancos situa-se atualmente em cerca de 4%, acima dos retornos dos depósitos bancários e da maioria dos produtos de gestão de património.
O Citigroup antecipa que as ações dos bancos chineses venham a superar o desempenho do mercado, apontando para fluxos de investimento defensivo, potencial apoio estatal e perspetivas de melhoria dos resultados.