Segundo a fabricante alemã, os novos cortes, somados aos anunciados em 2025, representam uma redução total de 8.900 postos de trabalho.
A empresa garante, contudo, que o processo decorrerá sem despedimentos por motivos económicos. A redução do número de trabalhadores será feita através de saídas naturais, reformas, programas de reforma parcial e acordos de rescisão voluntária, ao abrigo de um entendimento alcançado entre a administração, a comissão de trabalhadores e os sindicatos.
O acordo prevê ainda a manutenção da garantia de emprego nas unidades de produção da Porsche na Alemanha até ao final de 2035, excluindo despedimentos coletivos por razões económicas durante esse período.
Apesar do plano de contenção, a Porsche anunciou um investimento de 2,1 mil milhões de euros em duas fábricas localizadas no sudoeste da Alemanha, procurando modernizar a produção e preparar a empresa para os desafios futuros do setor.
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Entre as medidas acordadas estão também o adiamento dos aumentos salariais até 2035 e a suspensão de aumentos do salário-base para os quadros superiores durante 2027 e 2028.
Em comunicado, o presidente executivo da Porsche, Michael Leiters, afirmou que a reestruturação permitirá “realinhar estrategicamente a empresa” e reforçar a sua competitividade num contexto particularmente desafiante para a indústria automóvel.
A decisão surge numa altura em que a Porsche enfrenta uma quebra significativa da procura. No primeiro semestre deste ano, a marca entregou 122.306 veículos, menos 16% do que no mesmo período do ano anterior, refletindo a diminuição das vendas em praticamente todos os mercados onde opera.
A fabricante integra o Grupo Volkswagen e junta-se a outras empresas do setor automóvel europeu que têm vindo a anunciar programas de redução de custos e reorganização, pressionadas pela transição para a mobilidade elétrica, pela concorrência dos fabricantes chineses e pelo abrandamento da procura em mercados estratégicos.