O cenário mais preocupante mantém-se na região da Gironda, perto de Bordéus, onde um dos maiores fogos das últimas décadas obrigou à retirada de centenas de milhares de pessoas. As autoridades admitem que, mesmo depois de controladas as principais frentes, a extinção total poderá prolongar-se devido à dimensão da área ardida e às condições meteorológicas.
Entre os afetados estão cerca de 3.000 portugueses e lusodescendentes, sobretudo residentes na zona de Le Porge, na Gironda, e noutras localidades próximas como Ares, Marcheprime, Mios, Cestas, Biscarrosse, Le Haillan e Saint-Médard-en-Jalles. Estas pessoas foram retiradas das suas casas e encaminhadas para centros de acolhimento em Bordéus.
O incêndio na Gironda obrigou à evacuação de cerca de 220 mil pessoas, entre moradores e turistas, devido ao avanço das chamas e ao risco provocado pelo calor extremo, pela seca dos solos e pelos ventos fortes.
O tenente-coronel David Annotel, responsável pelo combate aos fogos, alertou que o incêndio poderá manter-se ativo durante um período prolongado. O responsável recordou o fogo de Landiras, em 2022, que demorou meses até ser considerado totalmente extinto, apesar de ter sido menos intenso.
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A chegada de uma nova onda de calor preocupa as autoridades francesas. As previsões apontam para temperaturas entre os 30 e os 39 graus Celsius em várias regiões, com possibilidade de valores próximos dos 40 graus no sudoeste do país, dificultando o trabalho dos bombeiros.
Portugal também está a participar no esforço europeu de resposta aos incêndios em França. O país enviou duas aeronaves Fire Boss e uma equipa operacional para apoiar o combate às chamas na região de Bordéus, através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.
As autoridades francesas mantêm o alerta elevado e avisam que o regresso do calor poderá provocar novos reacendimentos. O Presidente Emmanuel Macron já reuniu responsáveis governamentais e operacionais para acompanhar a evolução da crise.