Uma picada de mosquito pode parecer um acontecimento banal de verão, mas em algumas situações pode ser o início de uma infeção pelo vírus do Nilo Ocidental, uma doença que tem vindo a ganhar espaço na Europa e que está a ser acompanhada pelas autoridades de saúde.
O vírus é transmitido principalmente por mosquitos do género Culex, que se infetam ao picar aves portadoras do vírus. Depois, podem transmitir a infeção a humanos ou cavalos.
O ser humano funciona como um hospedeiro acidental: ou seja, fica infetado, mas normalmente não consegue transmitir o vírus a outras pessoas através do contacto diário.
Tudo começa numa picada
O ciclo do vírus começa sobretudo entre aves e mosquitos. As aves mantêm o vírus na natureza e os mosquitos funcionam como veículo de transmissão.
Quando um mosquito infetado pica uma pessoa, o vírus entra no organismo através da pele e começa a multiplicar-se. Na maioria dos casos, o sistema imunitário consegue controlar a infeção sem grandes consequências. Segundo especialistas, cerca de 80% das pessoas infetadas não desenvolvem qualquer sintoma.
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Febre, dores no corpo e cansaço são os sinais mais comuns
Quando há sintomas, estes surgem normalmente alguns dias após a picada e podem ser facilmente confundidos com uma gripe.
Os sinais mais frequentes incluem:
- febre;
- dores musculares;
- dores de cabeça;
- cansaço intenso;
- náuseas;
- gânglios aumentados;
- por vezes, manchas ou vermelhidão na pele.
Na maioria dos casos, a recuperação acontece sem complicações.
Quando é que o vírus pode ser perigoso?
Em situações raras, o vírus consegue ultrapassar as defesas do organismo e atingir o sistema nervoso central. Nesses casos, pode provocar doenças mais graves, como encefalite (inflamação do cérebro) ou meningite.
Os sinais de alerta incluem:
- febre elevada persistente;
- confusão ou alterações do comportamento;
- sonolência extrema;
- rigidez no pescoço;
- tremores;
- fraqueza muscular ou dificuldade de movimentos.
Os grupos com maior risco de desenvolver doença grave são sobretudo pessoas idosas, pessoas com sistemas imunitários fragilizados e doentes com determinadas condições crónicas.