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Do mosquito ao hospital: como o vírus do Nilo Ocidental chega aos humanos e quais os sintomas

O vírus já circula em vários países europeus e Portugal está atento à evolução da doença. A maioria das infeções não causa sintomas, mas alguns casos podem evoluir para problemas neurológicos graves.

Uma picada de mosquito pode parecer um acontecimento banal de verão, mas em algumas situações pode ser o início de uma infeção pelo vírus do Nilo Ocidental, uma doença que tem vindo a ganhar espaço na Europa e que está a ser acompanhada pelas autoridades de saúde.

O vírus é transmitido principalmente por mosquitos do género Culex, que se infetam ao picar aves portadoras do vírus. Depois, podem transmitir a infeção a humanos ou cavalos.

O ser humano funciona como um hospedeiro acidental: ou seja, fica infetado, mas normalmente não consegue transmitir o vírus a outras pessoas através do contacto diário.

Tudo começa numa picada

O ciclo do vírus começa sobretudo entre aves e mosquitos. As aves mantêm o vírus na natureza e os mosquitos funcionam como veículo de transmissão.

Quando um mosquito infetado pica uma pessoa, o vírus entra no organismo através da pele e começa a multiplicar-se. Na maioria dos casos, o sistema imunitário consegue controlar a infeção sem grandes consequências. Segundo especialistas, cerca de 80% das pessoas infetadas não desenvolvem qualquer sintoma.

Leia mais: Portugal está preparado para o vírus do Nilo Ocidental? A rede que vigia mosquitos, aves e casos humanos
Febre, dores no corpo e cansaço são os sinais mais comuns

Quando há sintomas, estes surgem normalmente alguns dias após a picada e podem ser facilmente confundidos com uma gripe.

Os sinais mais frequentes incluem:

  • febre;
  • dores musculares;
  • dores de cabeça;
  • cansaço intenso;
  • náuseas;
  • gânglios aumentados;
  • por vezes, manchas ou vermelhidão na pele.

Na maioria dos casos, a recuperação acontece sem complicações.

Quando é que o vírus pode ser perigoso?

Em situações raras, o vírus consegue ultrapassar as defesas do organismo e atingir o sistema nervoso central. Nesses casos, pode provocar doenças mais graves, como encefalite (inflamação do cérebro) ou meningite.

Os sinais de alerta incluem:

  • febre elevada persistente;
  • confusão ou alterações do comportamento;
  • sonolência extrema;
  • rigidez no pescoço;
  • tremores;
  • fraqueza muscular ou dificuldade de movimentos.

Os grupos com maior risco de desenvolver doença grave são sobretudo pessoas idosas, pessoas com sistemas imunitários fragilizados e doentes com determinadas condições crónicas.

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